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domingo, 21 de agosto de 2022

2003 - ANO TRINTA E UM (Parte 2)

 


ENCUENTRO MÁGICO DE LA BARRANCA E OUTROS EVENTOS

Mais uma vez participei neste encontro de mágicos realizado, no início de Junho, nos arredores de Madrid. Este ano, tendo sido convidado para fazer uma conferência, optei por fazê-la "a meias" com o HELDER. Tal conferência seria repetida, na segunda feira que se seguiu aos encontros, na sede da SEI Madrid. Essa conferência proporcionou a publicação das respectivas notas em espanhol com o título APUNTES CON DOBLE CARA. A tradução do nosso "portunhol" para espanhol foi feita por ARMANDO GÓMEZ.

Antes desta ida a Espanha, tinha participado, em Março, nos Encontros Mágicos de Sintra (que se realizaram no Luso...) e, em Maio, na Convenção API 2003, na qual estive como convidado, integrando, como actuante, a Gala de Close-Up e conduzindo um workshop sobre contagens e amostragens.

Em Setembro participei no MAGICVALONGO. Uma apreciação detalhada deste evento pode ser lida aqui

Em 15 e 16 de Novembro participei no 2º MEMORIAL ASCANIO, realizado em Madrid. A data deste evento impediu-me de estar presente, como sócio do Futebol Clube do Porto, na inauguração do Estádio do Dragão, a qual anunciava um espectáculo mágico, protagonizado por LUÍS DE MATOS. Apesar de não ter estado presente, tive relato directo de quem lá esteve, assisti à gravação do que a RTP transmitiu e li muito do que foi escrito sobre tal inauguração. Foi isso que me levou a escrever o texto "DRAGÕES DESILUDIDOS... PERDÃO, DESILUSIONADOS!", o qual pode ser lido aqui.


BLOGUE,  FORUM E OUTROS ESCRITOS

Em 1 de Setembro iniciei o blogue "NOV@M@GI@ - ASSIM VAI A MAGIA (ILUSIONISMO)". Com o arranque, em 30 de Novembro de 2003, do fórum ILUSORIUM (onde passei a escrever com regularidade),  o blogue passou, a partir do final de 2003, por uma fase de "esquecimento".

Vale a pena referir que o arranque do fórum ILUSORIUM foi uma iniciativa conjunta de três mágicos (eu, o RUI MORGADO e o VLAD) inconformados com o encerramento do fórum ILLUSION MAKERS resultado de algumas pressões exercidas sobre o MIGUEL DIAS por quem não gostou de algumas verdades aí escritas. Curiosamente o nome ILUSORIUM iria ser copiado por LUÍS DE MATOS, quatro anos mais tarde, com a suprema criatividade de lhe acrescentar um "L", conforme mostra a imagem seguinte:

É caso para dizer: mais do mesmo!

Em Setembro foi publicado o livrinho "FALANDO DE... CARTAS DE ILUSIONISMO", de minha autoria, editado pela APENAS LIVROS, LDA. e integrado na colecção BISCA LAMBIDA. Nesse pequeno livrinho (onde não se explicam quaisquer truques...) reuni um conjunto de 3 artigos, publicados na FOLHA MÁGICA (C.I.F.) entre Julho e Setembro de 1995, intitulados FALANDO DE... CARTAS DE JOGAR.

Uma referência para o falecimento, em 21 de Dezembro, de JÓNIO, que fora, nos últimos tempos, um prolífero autor de conteúdos mágicos, nos quais é justo destacar o DICIONÁRIO DO ILUSIONISMO EM PORTUGAL.

NOTAS DE RODAPÉ

Nota de sinal + : A FISM de Haia.
Nota de sinal + : A conferência feita em La Barranca e na SEI-Madrid.
Nota de sinal - : O falecimento de JÓNIO.
Nota de sinal - : As pressões que levaram ao encerramento do fórum ILLUSION MAKERS.

sábado, 26 de fevereiro de 2022

1978 - ANO SEIS

 

1ª JORNADA MÁGICA DE LAMEGO

Por iniciativa do PROF. CHASTEN e com a colaboração do CIF e da MAGIARTE, o mês de Abril registou este evento, no qual participei como actuante a solo e integrado no grupo SKORPIUS. Foi uma excelente jornada de convívio, cumprindo o objectivo de levar as mais diversificadas actuações de ilusionismo a um palco no interior do país. A presença da MAGIARTE (com o Prof. Armindo de Matos) neste evento, depois de já ter marcado presença no Festival da Figueira do ano anterior, fazia augurar o retomar da sua actividade comercial em pleno. Tal, só viria a acontecer, mais tarde, pela mão de TONY KLAUF.

Durante o ano continuei a adquirir alguns livros que pudessem contribuir para ampliar a minha formação mágica. Por motivos diferentes dois deles merecem destaque: "Colombini's Cups and Balls" (de Lewis Ganson) e "Esto Es Magia" (de Alfonso Moliné). O primeiro foi a base de trabalho para uma rotina de covilhetes que me acompanhou durante muitos anos e o segundo "chegou com anos de atraso", pois era o livro que gostaria de ter tido quando me comecei a interessar por ilusionismo. Em termos bibliográficos também é oportuno registar a publicação do primeiro fascículo do "Dicionário do Ilusionismo em Portugal" da autoria de Camacho Barriga "JÓNIO".

O S.M.O. 

As iniciais S.M.O. servem para indicar Serviço Militar Obrigatório, que foi o meu destino a partir de meados deste ano. Calhou-me, em sorte, a ida para a Marinha com a consequente prestação de serviço em Lisboa. Como iria passar dois anos em Lisboa, pensei em poder rentabilizá-los de alguma maneira, até porque, nos primeiros tempos, o ordenado da tropa era parco e precisaria de algum reforço. Houve colegas que solicitaram autorização para dar aulas e tal foi-lhes permitido. 

Dado que, na altura, havia várias boites em Lisboa que contratavam mágicos e outras atracções, programando shows semelhantes aos dos casinos, decidi solicitar autorização para realizar espectáculos profissionais como mágico. Infelizmente, nessa altura, ainda havia muitos preconceitos relativamente à nossa Arte. Por isso a resposta obtida foi negativa, escudada numa justificação que, ainda hoje, recordo tintim por tintim: "A prática do ilusionismo não era atinente da valorização profissional de um oficial da Reserva Naval." 

Confesso que, ao receber tal despacho, consultei um dicionário para ter a certeza do significado de atinente...

A CONVENÇÃO API 78

Entre 10 e 12 de Novembro, realizou-se mais uma Convenção da Associação Portuguesa de Ilusionismo, a qual me proporcionou a possibilidade de assistir a duas conferências magistrais: as de ASCANIO e SLYDINI. 

As memórias das diversas conferências do mestre ASCANIO a que assisti, ao longo dos anos, misturam-se de forma a deixarem uma impressão global da sua grande mestria com cartas, em que cada movimento era pensado e estudado ao pormenor e plenamente justificado por toda a teoria por si explanada. Apercebi-me, por vezes, que as suas longas e pormenorizadas explicações cansavam os presentes no público que eram menos ligados à Cartomagia. Mas, para aqueles que o eram, não havia qualquer cansaço desse tipo (ou de outro) e as conferências poderiam demorar o dobro do tempo, que haveria sempre ensinamentos a colher.

Aqui pode ter-se uma ideia da magia com cartas de ASCANIO.

As memórias da conferência de SLYDINI (e das suas actuações) estão totalmente localizadas neste momento, por ter sido a única oportunidade que tive de o ver ao vivo. Tendo andado a ler e a praticar os lappings aprendidos no livro "The Magic of Slydini" que adquirira dois anos antes na FISM, foi um verdadeiro regalo poder ver o mestre a executá-los de uma forma tão perfeita! Ainda hoje guardo "religiosamente" dois pequenos tesouros que adquiri na sua conferência: os alfinetes dourados e os lenços brancos. É, portanto, fácil de adivinhar que os seus truques "The Mystery of the Gold Pins" e "The knotted silks" viriam a fazer parte do meu repertório de close-up.

Aqui pode ser vista uma actuação de SLYDINI, precisamente a executar a referida rotina de lenços.

NOTAS DE RODAPÉ

Nota de sinal + : A conferência e a actuação de ASCANIO.
Nota de sinal + : A conferencia e a actuação de Slydini.
Nota de sinal - : A prática do ilusionismo não ser atinente da valorização profissional de um oficial da Reserva Naval.

P.S.: Ao escrever este post lembrei-me de completar o anterior com uma breve história. Por isso editei o conteúdo do post "1977 - ANO CINCO (Parte 2)", acrescentando tal história.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

1975 - ANO TRÊS (Parte 3)

 

A REVISTA "QUATRO ASES"

O mês de Novembro de 1975 proporcionou à comunidade mágica portuguesa dois factos relevantes que merecem o destaque neste post.

Um deles foi o retomar da publicação da revista QUATRO ASES, após nove anos de interregno. Lembro que a publicação de QUATRO ASES se iniciara em 1958 sob a "batuta" de Dr. António de Meneses e tendo como redactores principais OSODRAC e HERBERT. Essa "primeira vida" de QUATRO ASES duraria até 1966.

Portanto, após nove anos de "hibernação", reapareceu uma revista que havia sido muito elogiada na época, tendo, inclusivamente, sido distinguida, em 1959, com um prémio no Congresso Espanhol de Sevilha. Agora já sem a presença do Dr. António de Meneses (entretanto falecido em Outubro de 1968), mas com a equipa de redactores responsáveis reforçada com JÓNIO e SAIUR, que, seguramente, eram, nessa época, dois dos elementos da comunidade mágica portuguesa mais conhecidos e conhecedores. Esta "segunda vida" de QUATRO ASES viria a terminar no final de 1979, tendo mantido um elevado padrão de qualidade e sendo, ainda hoje um bom repositório de ensinamentos em língua portuguesa para os novos mágicos.


A 1ª CONVENÇÃO PORTUGUESA DE MAGIA

Em 1 e 2 de Novembro realizou-se, em Lisboa um encontro de mágicos portugueses que se designou "1ª Convenção Portuguesa de Magia". Tal encontro incluiu o espectáculo público ISTO É MAGIA, que se realizou no Teatro S. Luiz e de cujo programa se reproduz a capa e a primeira página. Em termos mágicos esta convenção permitiu-me tomar contacto com a criatividade de ALI BONGO, cuja "loucura" eu já conhecia das suas actuações em palco.

A Convenção incluiu uma reunião para discutir os moldes da criação de uma futura associação que englobasse os mágicos portugueses. Da reunião saiu uma comissão constituída por JODIVIL, JÓNIO, Dr. Jorge Teixeira, JOMAGUY e Marques Pinto. Eu e o Sr. Marques Pinto viríamos a abandonar tal comissão na sequência de uma reunião do CIF, que se realizou em 17 de Dezembro. 

Nessa reunião, considerando que os ilusionistas do Porto e concelhos circunvizinhos já se encontravam agrupados no Clube Ilusionista Fenianos (Secção do Clube Fenianos Portuenses), resolveu-se apontar numa direcção diferente da prevista formação de uma associação nacional de ilusionistas. Seria a formação de clubes idênticos ao CIF em diferentes zonas do país, nomeadamente, Lisboa, para depois se pensar na criação de um organismo de cúpula que coordenasse a defessa dos interesses da classe a nível nacional. Tal ideia era muito semelhante à perfilhada por José Luís Machado "ZYTTO", a qual foi exposta na "Carta Aberta..." publicada na revista QUATRO ASES de Janeiro de 1976. De certa maneira o CIF tentou proteger-se de um provável esvaziamento de sócios a que a formação de um clube nacional poderia conduzir.

NOTAS DE RODAPÉ

Nota de sinal + : O 1º prémio de Manipulação no Festival da Figueira.
Nota de sinal + : A participação no espectáculo de JOHN CALVERT.
Nota de sinal + : O reatar da publicação de QUATRO ASES.

sábado, 5 de fevereiro de 2022

1975 - ANO TRÊS (Parte 1)

 


3º FESTIVAL MÁGICO DA FIGUEIRA DA FOZ... E NÃO SÓ

Depois do intervalo de 7 anos que existiu entre os dois primeiros festivais da Figueira da Foz, era consensual que, em Portugal, a Magia necessitava do contributo de um festival que se realizasse com uma certa periodicidade, sendo, na altura, considerado que o intervalo de dois anos era o tempo adequado para permitir, aos ilusionistas que pretendessem concorrer, fazer a alteração e o melhoramento das respectivas rotinas ou mesmo criar novas rotinas de raíz.

Por isso, em 1975, surgiu a 3ª edição do Festival Mágico da Figueira, com uma Comissão Organizadora encabeçada por Fausto Caniceiro da Costa e integrada por SAIUR (Delegado do Sul) e JOFERK (Delegado do Norte). Por ocasião deste festival, o Clube Ilusionista Fenianos do Porto decidiu publicar um número especial da revista MAGIA como saudação ao seu promotor (Fausto Caniceiro da Costa) e aos confrades presentes oriundos de outros locais de Portugal. Nessa revista colaborei com o meu primeiro texto original de ilusionismo (Um "gag" cartomágico) e uma tradução (Manifesto do "Comité da Defesa do Ilusionismo" que havia sido distribuído em 1973 na FISM de Paris).

Um dos convidados deste festival foi JUAN TAMARIZ e, novamente, me pude deliciar com tão criativo intérprete da nossa Arte. Uma iniciativa louvável da organização foi a publicação (com distribuição aos participantes) do livrinho "Os Ilusionistas e a sua Ética" da autoria de JÓNIO. E como seria importante que os jovens mágicos dos nossos dias lessem com atenção tal livrinho.

Nesta edição do festival apresentei-me a concurso nas disciplinas de Manipulação e Cartomagia. A minha prestação foi, naturalmente, bem diferente da que tivera dois anos antes, o que veio a reflectir-se nos dois prémios conquistados: 1º lugar em Manipulação e 2º lugar em Cartomagia. E quem venceu a categoria de Cartomagia foi precisamente o primeiro mágico a mostrar-me (em 1972) o que era BOA cartomagia: JOFERK. Por isso, para mim, o 2º lugar valeu como um primeiro.



Em virtude de ter vencido na categoria de Manipulação, integrei o espectáculo de gala do dia 9 de Junho.

E, pela mesma razão, viria a ser, mais tarde, contratado para actuar no Grande Casino Peninsular.


Entretanto, o Casino de Espinho decidiu, nos inícios do mês de Agosto, organizar um festival de ilusionismo. Foi o 1º FESTIVAL MÁGICO DA COSTA VERDE, o qual não teve continuidade em anos futuros como, inicialmente, tinha sido alvitrado. Neste festival todos os 18 concorrentes foram classificados no âmbito da modalidade Magia Geral e eu obtive o 3º lugar. Viria a ser contratado para integrar o show do Grande Casino de Espinho durante a primeira quinzena do mês de Dezembro.

O ano de 1975 é fértil em memórias. Por isso haverá mais dois posts sobre o mesmo. O próximo é já amanhã.


domingo, 23 de janeiro de 2022

1973 - ANO UM (Parte 2)

 


A MINHA PRIMEIRA "FIGUEIRA"

O ano de 1973 reservava ainda um evento relevante para eu vivenciar, desta vez como concorrente: o II Festival Mágico da Figueira da Foz, organizado pela "carolice empenhada" de Fausto Caniceiro da Costa. Concorri na modalidade de Magia Geral e fruto das inovações que, pouco tempo antes, vira na FISM de Paris, optei por substituir as "tradicionais" mesas de mágico por um cenário que aparentava ser um muro feito em tijolo "burro". Tal cenário foi fabricado em madeira e era dividido em três secções principais (e grandes), as quais eram unidas por intermédio de dois blocos de dimensões mais razoáveis para transporte.

Como não tinha carro nem carta de condução, "cravei" o Dr. Homero Rocha (DE ROCK) para me dar boleia para a Figueira da Foz. A viagem de ida foi efectuada de dia e o entusiasmo partilhado pela participação no Festival ocupou o nosso diálogo e fez parecer rápida uma viagem naturalmente demorada, pois a auto-estrada para aquele destino ainda não havia sido construída. O espaço entre bancos da viatura era ocupado pelas peças maiores do meu "muro", pois a mala do SIMCA 1100 não tinha bagageira com arcaboiço para as mesmas.

A presença no Festival da Figueira permitiu-me ter contacto pessoal com alguns mágicos do sul do país, os quais apenas conhecia de nome. SAIUR, JODIVIL e JÓNIO foram três deles. A minha prestação no concurso de Magia Geral foi modesta, tendo obtido o 6º lugar entre 11 concorrentes. Matematicamente falando: exactamente a meio da tabela! Nada mau para um principiante. Mas o que verdadeiramente destaco de todo o ambiente vivido nesse Festival foi a camaradagem nos bastidores e sentido de entreajuda dos diversos concorrentes.


O programa do Festival terminou no domingo (7 de Outubro) com o Espectáculo de Gala e distribuição de prémios. Claro que o 6º lugar não dava direito a prémio, mas permitiu-me obter um diploma de participação.

Uma desenvolvida reportagem sobre este Festival Mágico da Figueira da Foz foi transmitida no programa Movimento da RTP e pode ser apreciada aqui.

Terminado o espectáculo, havia que arrumar as "tralhas" no SIMCA 1100 do Dr. Homero Rocha. E com uma dificuldade acrescida: o Ivo (que algum tempo depois adoptaria o nome artístico de Fred Alan) também iria viajar connosco para o Porto... Ele e a sua bagagem, claro! O Ivo estava consciente da dificuldade que iria ter em encaixar-se, juntamente com o meu "muro", no banco de trás da viatura, mas ele era elegante e cabia, seguramente, melhor do que eu.

Convém aqui fazer uma breve referência ao facto do Dr. Homero Rocha ter alguma insuficiência visual (obviamente corrigida com óculos de elevada graduação) pelo que adoptava, na condução nocturna, (ainda) mais precaução do que na respectiva condução diurna. Quer dizer que as estradas dessa época aliadas a tal facto fizeram com que chegássemos ao Porto por volta das 7 horas da manhã (tínhamos saído entre as 2 horas e as 2 horas e meia da Figueira da Foz). Eu viajava na frente, no chamado lugar do "pendura", e cedo me apercebi do cansaço acumulado pelo nosso "motorista". Sendo assim, passei toda a viagem em permanente diálogo com ele, a fim de garantir que o mantinha bem acordado.

O Ivo, que, no arranque da viagem, participava na nossa conversa, cedo abandonou a mesma e, aconchegando-se no banco traseiro atrás do meu "muro", adormeceu, deixando-me só na importante missão de manter o Dr. Homero Rocha bem desperto. A certa altura eu reparei nesse facto e disse:

- Ó Dr. Homero, o Ivo já dorme profundamente...

De imediato, o meu interlocutor respondeu:

- Ó Jomaguy, eu até já me tinha esquecido que o Ivo viajava connosco!...

E o Ivo lá acordou... quando chegamos ao Porto e fizemos a primeira paragem para descarga de material. Foi precisamente à porta da minha residência. Começámos a descarga pelas diversas peças do meu "muro" e, a certa altura, o Ivo retirou do carro uma pequena mala e colocou-ma à porta, pensando que era minha. Imediatamente lhe disse que aquela mala não é minha, o Dr. Homero Rocha também não reconheceu a mala como sendo sua e, obviamente também não era do Ivo. Conclusão: na confusão de malas e materiais que havia nos bastidores tínhamos trazido para o Porto uma mala que não era de nenhum de nós!

Abriu-se ali mesmo a mala e, pelo respectivo conteúdo, percebeu-se, de imediato, que era o material do espectáculo do SERIP. O Dr. Homero Rocha prontificou-se a ficar com a mala e contactar o SERIP para ver a melhor maneira de lha fazer chegar às mãos. Soube depois que o SERIP andou toda a noite às voltas nos bastidores e camarins do Casino da Figueira da Foz à procura do seu material, pois ia para o estrangeiro cumprir um contrato de actuações e, sem o material, nada feito.

NOTAS DE RODAPÉ

Nota de sinal + : A FISM de Paris.
Nota de sinal + : O Festival da Figueira.
Nota de sinal - : A pouca assiduidade nas reuniões semanais do CIF.