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sábado, 5 de novembro de 2022

2014 - ANO QUARENTA E DOIS



UMA BUSCA MÁGICA POR UMA COINCIDÊNCIA

Este foi o título escolhido por HELDER GUIMARÃES para a sua intervenção como TED Speaker no evento TED 2014. Nunca é demais referir que HELDER foi o segundo português a ser convidado para participar na principal conferência TED. O primeiro tinha sido o neurocientista António Damásio, como bem refere a notícia da revista Sábado que, seguidamente, reproduzo.

A intervenção do HELDER GUIMARÃES na conferência TED 2014 pode ser vista aqui.


"E AQUELES QUE POR OBRAS VALEROSAS SE VÃO DA LEI DA MORTE LIBERTANDO..."

Este foi o título do artigo que, a pedido de RUI FERNANDES, escrevi para a revista da Associação Portuguesa de Ilusionismo (Magicamente) que homenageava o Dr. JORGE TEIXEIRA, o qual falecera recentemente. Segundo informação do RUI FERNANDES esse artigo foi publicado na edição de JUNHO de tal revista. Obviamente que acredito na informação do RUI FERNANDES, mas não seria lógico que, tendo eu colaborado na revista, a API tivesse tido a gentileza de me oferecer um exemplar? Entretanto quem estiver interessado poderá ler tal artigo aqui.


E, DE NOVO, O HELDER EM JAPONÊS

Em 2013 foi publicada a versão japonesa do livro REFLECTIONS de HELDER GUIMARÃES e, naturalmente, o título foi... aquele que se pode ler na imagem seguinte!


E claro que, mais uma vez, fui participante do ENCUENTRO MÁGICO DE LA BARRANCA.

NOTAS DE RODAPÉ

Nota de sinal + : A participação de HELDER GUIMARÃES na TED.
Nota de sinal - : O falecimento de JORGE TEIXEIRA.


sábado, 13 de agosto de 2022

2002 - ANO TRINTA (Parte 1)



A POLÉMICA

Como referi no post anterior a publicação d'O BOLETIM DOS 4 DE PAU revelou-se como o rastilho de uma polémica em que, inopinadamente, me quiseram envolver. Tal envolvimento começou, quando, em meados de Fevereiro, recebo a publicação "A SENA DOS 4 TRISTES" (escrita e enviada por ATSOC) que se propunha ser uma resposta a conteúdos d'O BOLETIM DOS 4 DE PAU, mas que, na realidade revelava, em grande parte do seu conteúdo, ser um ataque à minha pessoa.

Como tal pasquim fora enviado para um número significativo de mágicos portugueses, vi-me na obrigação de lhe responder. Para tal elaborei, em 8 de Março, uma "Carta aberta à comunidade mágica portuguesa" (que enviei para todos os mágicos portugueses dos quais conhecia o endereço postal), na qual apenas me limitei a desmentir as falsidades inseridas, em tal pasquim, a meu respeito. Procurei, com esta resposta minimalista, acabar com a polémica.

No entanto, o autor d'A SENA DOS 4 TRISTES não teve sensibilidade para perceber o porquê da minha resposta minimalista e voltou à carga com o folheto intitulado "A MENTIRA ATACA DE NOVO", onde me procurou atingir com novas mentiras.

Face a tal situação, elaborei um pequeno opúsculo de 28 páginas (formato A5) intitulado "REPOSIÇÃO DA VERDADE", que, em 30 de Abril, enviei para todos mágicos portugueses meus conhecidos. Nesse opúsculo, além de evidenciar, com provas, a maioria das mentiras escritas pelo autor d'A SENA DOS 4 TRISTES, também revelei a sua faceta de escritor plagiador.

Pensava eu que a polémica estava terminada, mas um novo episódio iria suceder. Em 22 de Julho enviei, por carta registada, a minha inscrição para o MAGICVALONGO e, passados alguns dias, recebo a respectiva devolução, acompanhada pela missiva que reproduzo.


Idênticas cartas de recusa foram enviadas para os elementos do grupo OS 4 DE PAU. É óbvio que, nesta data de 24 de Julho, a Comissão Executiva do MAGICVALONGO perfilhava a tese propalada pelo autor d'A SENA DOS 4 TRISTES. 

Naturalmente que, face à decisão comunicada pela organização do MAGICVALONGO, reclamei para a Câmara Municipal de Valongo, questionando a licitude de uma comissão, que organiza eventos com dinheiros públicos, reservar a entrada nos mesmos apenas a quem lhe agrada. E também comuniquei a situação aos dois clubes mágicos portugueses (CIF e API), apesar de não ser sócio de nenhum deles. A API teve a gentileza de me responder. Do CIF (colectividade da qual tinha sido sócio durante muitos anos) não obtive qualquer resposta. 

O Dr. Jorge Teixeira decidiu, a título pessoal, promover reuniões para encontrar soluções de conciliação entre as partes e, para tal efeito, deslocou-se ao Porto. Tais reuniões aconteceram em 15 de Setembro. No entanto era intenção da Comissão Organizadora do MAGICVALONGO que houvesse uma única reunião. Recusei liminarmente tal situação, pois eu não pertencia ao grupo OS 4 DE PAU. A reunião em que participei foi breve e inconclusiva, pois a Comissão Organizadora do MAGICVALONGO insistiu em me considerar como responsável de conteúdos do Boletim d'OS 4 DE PAU. Posteriormente tal comissão deu a mão à palmatória, ao enviar-me o seguinte ofício.


E pude, assim, participar no MAGIVALONGO deste ano.


domingo, 26 de junho de 2022

1995 - ANO VINTE E TRÊS (Parte 2)

 

ACTUAÇÕES, ETC.

Uma das minhas actuações que relembro, como se fosse hoje, foi a que integrou o espectáculo MAGIA NA PRAÇA, que o CIF promoveu num palco instalado em plena Praça General Humberto Delgado, mesmo em frente à Câmara Municipal do Porto. E relembro porque foi a primeira vez que apresentei o programa que designei "Rotina do escocês". Ora, a certa altura da rotina, o técnico de som tinha que substituir uma cassete por outra, mas não respeitou o combinado. De repente, estava eu nas minhas evoluções na periferia do palco e, sempre que passava perto dos bastidores, gritava para dentro:"Mudem a cassete". Por fim, lá consegui ser ouvido e pude arrancar para o final da rotina.

Neste espectáculo MAGIA NA PRAÇA (que foi fruto do espirito empreendedor de JOFERK) também actuou o grupo SKORPIUS, que apresentou um número diferente daquele com que se tinha estreado. Desta vez apresentámos uma CABINE ESPÍRITA, do género daquela com a qual trabalháramos eu e o UL-DE-KAR, 20 anos antes, no espectáculo de JOHN CALVERT. No entanto, em termos técnicos, optámos por uma solução bastante diferente.

Mais uma vez, passei parte das férias embarcado no navio FUNCHAL como parte do respectivo staff de animação.

Em Outubro a revista TV7DIAS incluiu um pequeno dossier sobre Ilusionismo e eu fui um dos entrevistados para tal. Convenhamos que o título "Um pioneiro da TV" é exagerado, pois pioneiros da TV em Portugal terão sido SIR BLACK e CONDE D'AGUILAR que, pelo que sei, foram os ilusionistas que aparecerem nas primeiras emissões da RTP. 

No entanto aquele "pioneiro" pode ser entendido como relativo à apresentação de uma rotina de "Magia de Close-up" num programa prime time da TV em Portugal, pois, tanto quanto é do meu conhecimento, a minha intervenção no programa "O Foguete" (do qual foi obtida a fotografia que documenta a breve entrevista) terá tido essa dose de "pioneirismo".

Em Dezembro iniciou-se a publicação de O MÁGICO. Esta revista correspondeu a uma nova vida do projecto "REVISTA DO CMP", tendo MAIK MAGIC colocado à frente da nova publicação um Conselho Editorial constituído por Dr. Jorge Teixeira e SAIUR. Com a garantia de qualidade da revista que esta "dupla" dava não tive qualquer rebuço em aceitar o convite para colaborar. E assim passei a ser o responsável pela secção "Temas de Close-up" cujo cabeçalho reproduzi acima.

Na FOLHA MÁGICA do CIF de Dezembro foi anunciada a atribuição de três galardões "Mágico do Ano", tendo eu sido contemplado com o prémio na área de Close-up.

Também foi em Dezembro que LUÍS DE MATOS "adivinhou" os números da chave do Totoloto, numa notável operação de marketing para lançamento do seu primeiro livro, O MUNDO MÁGICO DE LUÍS DE MATOS. Para espanto de muita gente, estive presente no Edifício Chiado (Coimbra) no momento da revelação da previsão efectuada.

NOTAS DE RODAPÉ

Nota de sinal + : O ESTORILMÁGICO - CASCAIS 95
Nota de sinal + : O reaparecimento da FOLHA MÁGICA do CIF
Nota de sinal + : O início da publicação de O MÁGICO.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

1975 - ANO TRÊS (Parte 3)

 

A REVISTA "QUATRO ASES"

O mês de Novembro de 1975 proporcionou à comunidade mágica portuguesa dois factos relevantes que merecem o destaque neste post.

Um deles foi o retomar da publicação da revista QUATRO ASES, após nove anos de interregno. Lembro que a publicação de QUATRO ASES se iniciara em 1958 sob a "batuta" de Dr. António de Meneses e tendo como redactores principais OSODRAC e HERBERT. Essa "primeira vida" de QUATRO ASES duraria até 1966.

Portanto, após nove anos de "hibernação", reapareceu uma revista que havia sido muito elogiada na época, tendo, inclusivamente, sido distinguida, em 1959, com um prémio no Congresso Espanhol de Sevilha. Agora já sem a presença do Dr. António de Meneses (entretanto falecido em Outubro de 1968), mas com a equipa de redactores responsáveis reforçada com JÓNIO e SAIUR, que, seguramente, eram, nessa época, dois dos elementos da comunidade mágica portuguesa mais conhecidos e conhecedores. Esta "segunda vida" de QUATRO ASES viria a terminar no final de 1979, tendo mantido um elevado padrão de qualidade e sendo, ainda hoje um bom repositório de ensinamentos em língua portuguesa para os novos mágicos.


A 1ª CONVENÇÃO PORTUGUESA DE MAGIA

Em 1 e 2 de Novembro realizou-se, em Lisboa um encontro de mágicos portugueses que se designou "1ª Convenção Portuguesa de Magia". Tal encontro incluiu o espectáculo público ISTO É MAGIA, que se realizou no Teatro S. Luiz e de cujo programa se reproduz a capa e a primeira página. Em termos mágicos esta convenção permitiu-me tomar contacto com a criatividade de ALI BONGO, cuja "loucura" eu já conhecia das suas actuações em palco.

A Convenção incluiu uma reunião para discutir os moldes da criação de uma futura associação que englobasse os mágicos portugueses. Da reunião saiu uma comissão constituída por JODIVIL, JÓNIO, Dr. Jorge Teixeira, JOMAGUY e Marques Pinto. Eu e o Sr. Marques Pinto viríamos a abandonar tal comissão na sequência de uma reunião do CIF, que se realizou em 17 de Dezembro. 

Nessa reunião, considerando que os ilusionistas do Porto e concelhos circunvizinhos já se encontravam agrupados no Clube Ilusionista Fenianos (Secção do Clube Fenianos Portuenses), resolveu-se apontar numa direcção diferente da prevista formação de uma associação nacional de ilusionistas. Seria a formação de clubes idênticos ao CIF em diferentes zonas do país, nomeadamente, Lisboa, para depois se pensar na criação de um organismo de cúpula que coordenasse a defessa dos interesses da classe a nível nacional. Tal ideia era muito semelhante à perfilhada por José Luís Machado "ZYTTO", a qual foi exposta na "Carta Aberta..." publicada na revista QUATRO ASES de Janeiro de 1976. De certa maneira o CIF tentou proteger-se de um provável esvaziamento de sócios a que a formação de um clube nacional poderia conduzir.

NOTAS DE RODAPÉ

Nota de sinal + : O 1º prémio de Manipulação no Festival da Figueira.
Nota de sinal + : A participação no espectáculo de JOHN CALVERT.
Nota de sinal + : O reatar da publicação de QUATRO ASES.