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sábado, 3 de setembro de 2022

2005 - ANO TRINTA E TRÊS





LIVROS

Este ano fica marcado pela publicação, em português, do primeiro livro de HELDER GUIMARÃES. O seu lançamento foi feito na conferência que o HELDER realizou em 19 de Novembro durante as comemorações do aniversário da Associação Portuguesa de Ilusionismo. Posteriormente tal livro viria a ser traduzido para espanhol, inglês, francês e japonês.


Um outro livro publicado neste ano foi CARTOMAGIA DE ARTESANIA (Volumen II) do meu amigo espanhol JOAN FONT I PONS, o qual inclui a descrição de um truque de minha autoria.



EVENTOS MÁGICOS DIVERSOS...

De 23 a 26 de Junho assisti ao Congresso Nacional de Espanha, que se realizou em Barakaldo. Sobre este congresso fiz uma reportagem que foi publicada na revista MAGICAMENTE (API) de Novembro 2005, a qual pode ser lida aqui.

Antes disso, em Março, tinha participado nos Encontros Mágicos de Sintra que se realizaram na Covilhã.

Em Novembro estive presente no RON MACMILLAN MAGIC CONVENTION, acompanhando o Helder que participou na 22nd International Magic Competition. Nesta competição o HELDER não obteve qualquer prémio, apesar de, na minha opinião, o merecer. Acho que foi prejudicado pelo lugar que lhe calhou no alinhamento dos concorrentes, pois o HELDER foi o penúltimo de 18 concorrentes e o júri já estava manifestamente cansado quando apreciou a sua actuação.



... E O MAGICVALONGO

Em Setembro assisti ao MAGICVALONGO. E naturalmente que aqui o meu destaque vai para o one man show de ROBERTO GIOBBI, um formato pouco usual nos festivais mágicos portugueses. A conferência deste artista também merece uma referência especial, tal como as conferências de MIGUEL ANGEL GEA e MAGO MIGUE. Em palco o meu destaque vai para a actuação de MIRKO CALLACI.

Mas nenhumas desta memórias é tão forte como o episódio que presenciei e que, seguidamente irei relatar.

No domingo 25 de Setembro, após terminar o almoço de convívio do MAGICVALONGO, a maioria dos participantes rumou a casa. No entanto, alguns permaneceram nas redondezas do Fórum Cultural de Ermesinde com a intenção de assistirem à "Magia no Parque" programada para as 18 horas. Eu fui um desses resistentes para quem nunca há magia a mais...

Sentei-me na esplanada do café/restaurante existente ao lado do Fórum, contemplando a verdura do Parque Urbano Dr. Fernando Melo. Comigo, além da Fátima, estavam o MANOLO e a Glória. E também se nos juntaram, ocupando a mesa ao lado, o HELDER GUIMARÃES, o RICARDO PEREIRA e o MÁRIO DANIEL e, provavelmente, mais algum mágico cuja presença já não recordo. Claro que os três jovens estavam com cartas nas mãos, ensaiando algo em concreto ou, pura e simplesmente, exercitando a destreza digital.

A certa altura, entre a troca de ideias que ali se estabeleceu, o MÁRIO DANIEL executou uma técnica com a qual disse ter muito êxito nas suas actuações de close-up (Nota: a técnica em causa é "The Throw Change" explicada por BILL MALONE no DVD "ON THE LOOSE - Vol. 2", no âmbito da rotina "Favorite Opener") e perguntou a opinião sobre a mesma. 

O HELDER GUIMARÃES não teve qualquer rebuço em manifestar que tal técnica não se enquadrava nos padrões de naturalidade que recomendassem a respectiva utilização. Ora o MÁRIO DANIEL não conseguiu perceber que a opinião sincera do HELDER GUIMARÃES tinha total validade no quadro de toda a teoria que nos foi exposta pelo mestre ARTURO DE ASCANIO. Por isso resolveu "arrumar para canto" o HELDER GUIMARÃES e, virando-se para este, proferiu a seguinte "pérola":

- Olha que esta técnica é do BILL MALONE... E o BILL MALONE está onde está!... E tu onde é que estás?!?!?

Claro que, naquele momento, ficou um "silêncio frio" entre os presentes, até porque o HELDER nada respondeu a tal provocação gratuita... 

Pois é, naquele momento, o MÁRIO DANIEL ficou sem qualquer resposta... Mas não teve que esperar muito pela verdadeira resposta... Ela foi dada, cerca de 10 meses depois, em ESTOCOLMO, quando o HELDER GUIMARÃES se sagrou CAMPEÃO MUNDIAL DE MAGIA COM CARTAS!


DIVERSOS

Em Abril, fui contratado para uma actuação com uma exigência: teria que fazer a minha intervenção integralmente em francês. Cumpri tal exigência sem qualquer problema. E até me dei ao "luxo" de traduzir para francês o "Poema da corda amarela".

Em 27 de Agosto fui a Coimbra assistir ao descerrar da placa toponímica de uma nova rua com a qual a edilidade decidiu homenagear um mágico. Nascia assim a "Rua José Carlos Gomes Pita (Mágico Hortiny)".

Em 5 de Outubro foi oficialmente inaugurada a ACADEMIA DE ARTES MÁGICAS DA MAIA. Estive presente nesta inauguração em representação do Presidente da API.

Durante o ano fui surpreendido pelo anúncio de um evento mágico a realizar em Lisboa, no Centro Cultural de Belém: THE K CONVENTION. Esta convenção, que apresentava um programa muito ambicioso (como se pode ver pelo programa acima reproduzido) e era fruto da iniciativa de ALEJANDRO KEI, nunca passou do papel...


NOTAS DE RODAPÉ

Nota de sinal + : O livro REFLEXOS de HELDER GUIMARÃES.
Nota de sinal - : Anunciar um evento sem ter condições para o levar a cabo.

domingo, 7 de agosto de 2022

2001 - ANO VINTE E NOVE (Parte 2)



UMA LUFADA DE AR FRESCO

2001 fica marcado no meio mágico português pela formação de um grupo: OS 4 DE PAU. Quatro jovens mágicos já bem conhecidos no meio (RUI MORGADO, HELDER GUIMARÃES, RICARDO PEREIRA e MICHAEL NETO), apesar do seu distanciamento geográfico (dois viviam no Porto e os outros dois na zona da Grande Lisboa), decidem juntar esforços num trabalho de desenvolvimento comum. 


E dessa união de esforços nasce uma rotina de cartomagia (com alguma comicidade à mistura) que lhes permite obter o 1º Prémio de Magia Cómica e o Grande Prémio do Concurso Inter-Sócios da API integrado nas comemorações das Bodas de Prata de tal agremiação (Junho de 2001).


A mesma rotina foi apresentada pelo grupo no XXIV Congresso Mágico Nacional (de Espanha), realizado em Granada entre 13 e 16 de Setembro, e, com ela, obtiveram o 2º Prémio na modalidade de Cartomagia. Percebem agora a razão porque, no anterior post, eu referi que o HELDER, além de obter o 3º Prémio de Cartomagia também tivera direito a 25% do 2º Prémio da mesma modalidade.

Entre 26 e 30 de Setembro realizou-se V CONGRESSO PORTUGUÊS DE ILUSIONISMO (MAGICVALONGO 2001) e OS 4 DE PAU concorreram na disciplina de Cartomagia e juntaram ao seu pecúlio mais um 1º Prémio. Claro que todos estes prémios obtidos pelo grupo, me deixaram com uma pontinha de orgulho pois eu tinha funcionado como consultor na elaboração da multi-premiada rotina cartomágica.

Mas o grupo não quis limitar a sua intervenção, no meio mágico português, a uma mera presença performativa e decidiu publicar uma folha informativa e opinativa. É assim que nasce o Boletim d'OS 4 DE PAU, cujo primeiro número viu a luz em Outubro de 2001. Neste número, numa linguagem irreverente e desassombrada (inerente à juventude dos elementos do grupo), foi feita uma crítica a várias incidências ocorridas durante o V CONGRESSO PORTUGUÊS DE ILUSIONISMO (MAGICVALONGO 2001). Tal artigo opinativo iria revelar-se o rastilho de uma polémica que iria estalar em 2002 e onde eu viria a ser envolvido de uma forma totalmente descabida.

NOTAS DE RODAPÉ

Nota de sinal + : O 3º lugar do HELDER no Congreso Mágico de Granada.
Nota de sinal + : A temporada de actuações no Pinguim Café.
Nota de sinal + : O aparecimento do grupo OS 4 DE PAU.
Nota de sinal - : Ter como convidado de honra no Congresso Português de Ilusionismo alguém que nunca fez nada pela Arte Mágica.

sábado, 16 de julho de 2022

1998 - ANO VINTE E SEIS

 


MAGIAS À MEIA-NOITE

Este foi o título de uma série de actuações iniciadas à meia-noite (que surpresa...) no Café Concerto do Teatro Rivoli e que integraram a programação do FANTASPORTO em 18, 22 e 26 de Fevereiro deste ano. Além de mim também actuaram MANOLO, HELDER e RICARDO. 

Durante o FANTASPORTO, o espaço de Café Concerto funcionava como ponto de convívio dos participantes no Festival, após o final das projecções dos filmes programados. O que ninguém esperava é que pessoas tão envolvidas na chamada "Sétima Arte" não tivessem compreensão e respeito pelo trabalho de artistas cuja Arte não esteja registada num pedaço de celulóide.

E foi isso que aconteceu! Quando os espectáculos começavam, havia pessoas que se mantinham a conversar, de costas viradas para o palco, sem qualquer respeito pelo artista aí presente ou pelos espectadores que queriam seguir atentamente a respectiva actuação. Numa das noites, o alheamento de uma mesa era tão óbvio (direi mesmo, era "provocador") que o MANOLO decidiu que eles tinham que colaborar numa das ilusões e, para tal, atirou algumas cartas gigantes para o centro da mesa... Foi hilariante!

JORNADA MÁGICA DO CMP

No dia 18 de Abril rumei a Mafra para participar na Jornada Mágica do CMP (Clube Mágico Português). Era um evento que se perspectivava muito promissor, pois anunciava três conferências. Infelizmente as expectativas foram completamente defraudadas, pois não houve uma única conferência, além de outras incidências (como, por exemplo, manchar a homenagem a SAIUR) que me levam a considerar este como o pior evento mágico em que, até hoje, participei. A minha apreciação circunstanciada às diversas vicissitudes do evento foi publicada na revista MAGIA (do CIF) de Maio/Junho 1998.


EL PRIMER ENCUENTRO "LA BARRANCA"

Por iniciativa de MIGUEL GÓMEZ e ARMANDO GÓMEZ (e mais alguns mágicos espanhóis), realizou-se o primeiro dos encontros de La Barranca. Num formato semelhante aos "Encontros de Sintra", este encontro realizou-se num hotel das proximidades de Madrid, onde todos os participantes ficavam alojados. A participação não implicava qualquer inscrição (ou seja, não havia nenhum outro custo além dos relativos a viagem e alojamento), mas, para estar presente, era necessário receber o respectivo convite da Comissão Organizadora. Desta forma, tal comissão conseguiu garantir um nível mínimo de conhecimentos mágicos dos participantes (para garantir um andamento fluido dos trabalhos) e limitar o número de participantes de acordo com a capacidade da sala disponível para as reuniões.


Sendo um evento pensado para reunir mágicos espanhóis, foi igualmente aberto à participação de mágicos portugueses. Nesta primeira edição estive presente acompanhado pelo HELDER e pelo RICARDO.


UM SETEMBRO MUITO MÁGICO

Entre 10 e 13 de Setembro estive presente no Congreso Mágico Nacional de Espanha que se realizou em Málaga. Foi o primeiro congresso espanhol a que assisti e foi também o primeiro evento mágico fora de Portugal em que o HELDER viu o seu trabalho ser reconhecido. Concorreu na modalidade de Cartomagia e obteve uma "Mencion Honorífica" como dizem "nuestros hermanos". 

Entre os eventos programados destaco as conferências e as actuações de close-up de JOHN CARNEY, ROBERTO GIOBBI e MIGUEL APARÍCIO. Nas actuações de palco o meu destaque vai para VIKTOR VOITKO, JUNGE-JUNGE e PETER MARVEY.

Viria a ter oportunidade de rever estes dois últimos artistas, passadas duas semanas, no MAGICVALONGO. Deste evento também relembro a actuação, no Concurso de Mesa, do MICHAEL em que o prato principal foram... os amendoins! Acho que, durante mais de quinze dias, o HELDER ainda tinha o gosto das cascas de amendoim na boca... É no que dá ser escolhido como "espectador voluntário" e não querer estragar o truque ao amigo mágico.

Por último registo que foi neste ano que "descobri" a magia de SIMON ARONSON, fruto da aquisição dos livros Bound to Please, Simply Simon e The Aronson Aproach.


UM EPISÓDIO CURIOSO

Em 10 de Novembro, o JN deu o destaque que a imagem reproduzida documenta ao facto de CHARLES BROOK ter arrebatado o prestigiado "Trophy John Hart" com que o famoso "Magic Circle" contempla o melhor entre os melhores nesta competição (sic). Ora a notícia transmitiu uma versão errada da situação pois o prémio obtido por CHARLES BROOK não foi numa competição do "famoso Magic Circle", mas sim dum clube mágico muito menos famoso: o Home Counties Magical Society. E o facto do presidente do Magic Circle, Michael Bailey, ter estado presente no evento e ter sido convidado a entregar o prémio não deveria ser usado para misturar alhos com bugalhos. O que é mesmo lamentável é que CHARLES BROOK não tenha aproveitado a reunião do CIF em que este assunto foi abordado para repor a verdade dos factos, alimentando, portanto, a mentira de ter obtido um prémio do Magic Circle

Este assunto proporcionou-me um reflexão da qual resultou um texto que foi publicado na revista MAGIA (CIF) de Janeiro/Junho 1999 e que está reproduzido aqui.

NOTAS DE RODAPÉ

Nota de sinal + : O encontro La Barranca.
Nota de sinal + : O primeiro reconhecimento do HELDER "fora de portas".
Nota de sinal - : A Jornada Mágica do CMP.
Nota de sinal - : O alimentar da mentira no seio de um clube mágico.

sábado, 9 de julho de 2022

1997 - ANO VINTE E CINCO (Parte 1)

 


DESERTO E COMPANHIA

Nas comemoração a S. João Bosco do CIF, actuei na Gala de Close-Up e na Gala de Palco. Nesta, além de ter o papel de apresentador da mesma, encarnei uma personagem (RUIZ DE CACOS) num sketch humorístico que teve como contexto uma hipotética ligação televisiva directa aos "Estúdios da Virgem do Monte" e ao programa que o mágico RUIZ DE CACOS aí estava a gravar. Em tal programa não faltou a presença de uma figura pública convidada (LUÍS MANUEL TROUXA encarnado por MANOLO), a quem o mágico cortou a gravata. 

Tal como no final do mesmo eu referi, este sketch só foi possível ser realizado devido à existência de um mágico muito conhecido do grande público (LUÍS DE MATOS), pois, até então, este género de charge a uma figura pública, só era possível realizar mimando situações relativas a figuras pública de outras áreas artísticas.

Foi o "sucesso" desta apresentação que nos levou (a mim e ao MANOLO) a desenvolver o conceito e a criar a rotina do grupo DESERTO E COMPANHIA. Com tal rotina concorremos, em Magia de Palco, no Estorilmágico Carcais 97 e obtivemos o 3º Prémio. A opinião corrente foi de que merecíamos o 2º Prémio, mas o jovem inglês que o obteve era aluno de RON MacMILLAN, que integrava o júri.

Embora estivesse nesse evento (realizado no início de Novembro) com a preocupação de concorrer em palco (com uma rotina que envolvia a coordenação de oito pessoas), ainda consegui desfrutar de bons momentos como espectador com as actuações, em palco, de PETER MARVEY, JUNGE JUNGE, DANI LARY e LUÍS BOYANO. Na Gala de Close-up, em que também actuou o HELDER, destaco as intervenções de EUGENE BURGER e JUAN TAMARIZ. As conferências foram todas interessantes, mas DARWIN ORTIZ deixou-me com um sabor agridoce, pois nem sempre conseguiu pôr em boa prática as excelentes noções teóricas que transmitiu.



O MÁGICO, ENCONTROS DE SINTRA e "BRAVO, BRAVÍSSIMO"

Em Março deste ano terminou a minha colaboração regular na revista "O Mágico". Tal ficou a dever-se à demissão do respectivo Conselho Editorial, conforme expressei no artigo "Em jeito de despedida". Os mágicos portugueses que possuem (ou que leram) a colecção completa de tal revista podem achar estranho que, tendo eu sido colaborador da mesma, nunca tenha havido a inclusão, na revista, de um "DOSSIER JOMAGUY". Tal aconteceu por minha expressa vontade, pois declinei o convite que, para tal, me foi enviado pelo MAIK MAGIC através de carta datada de 13 de Novembro de 1997.

Entre 4 e 6 de Abril, participei nos Encontros Mágicos de Sintra, no qual o tema Wild Card foi rei e senhor. Isso e a polivalência de "um gajo que eu cá sei" a reorganizar mesas em restaurantes. Após o regresso a casa tomei conhecimento de uma coincidência pouco feliz. O último dia dos Encontros de Sintra deste ano também tinha sido o último dia de vida de ARTURO DE ASCANIO, que havia falecido na sua casa de Madrid com cartas de jogar na mão, enquanto demonstrava, a amigos, algunos de sus juegos. Sobre este assunto escrevi um artigo na revista MAGIA (CIF) de Março/Abril 1997, o qual está reproduzido aqui.

Também foi em Abril que HELDER participou no programa televisivo "Bravo, Bravíssimo".


CONVENÇÃO API - 97

Decorreu entre 18 e 20  de Abril e nela destaco, nas galas, as prestações de JAY SCOTT BERRY, VLADIMIR DANILIN, CLEMENS VALENTINO e PIERRE EDERNAC. A conferência de JAY SCOTT BERRY, sendo muito interessante em si mesma, teve o senão de ser, praticamente, a repetição da conferência que, dois meses antes, apresentara no CIF. Por seu turno a conferência de PIERRE EDERNAC pareceu-me desorganizada. Há, no entanto, que destacar a conferência de TONY KLAUF que complementou a a exposição existente e apresentou a monografia "Bibliografia Portuguesa de Ilusionismo até ao séc. XIX".



O TRUQUE DO CARRO CORTADO AO MEIO

Foi em Junho que RICARDO PEREIRA realizou com sucesso o grande truque da sua vida: escapar incólume de um acidente de viação que mereceu destaque na capa da edição do JN de 15 de Junho de 1997.


MAGICVALONGO

Neste evento, destaco as conferências de PEDRO LACERDA, CAMILO VASQUEZ e MARKO. Aliás MARKO foi uma excelente surpresa enquanto actuante, pois, apresentando truques clássicos bastante conhecidos conseguiu dar aquela volta que os tornou "novidades" muito interessantes. Também relembro a actuação de ZONGO (um mágico espanhol da "velha guarda") e as suas "bandas afegãs".

Amanhã haverá novo post, no qual lembrarei a FISM de Dresden e não só.


O "VEDETISMO" DE UM ARTISTA VERSUS A "SIMPLICIDADE" DE OUTRO

Sob o título "ILUSÕES, MAIS TARDE" foram integradas no PO.N.T.I. (Porto Natal Teatro Internacional) quatro espectáculos mágicos, com artistas estrangeiros que foram "trazidos" até ao Porto por LUÍS DE MATOS. Lembro-me concretamente da presença de DAVID WILLIAMSON no espectáculo que decorreu, em 13 de Dezembro, no Café Concerto do Teatro Rivoli. No final do mesmo, DAVID WILLIAMSON foi até à mesa onde eu estava com o MANOLO e o HELDER e estivemos a conversar durante um bom bocado. Ora, como os bastidores do Café Concerto do Teatro Rivoli não tinham saída directa para o exterior, o LUÍS DE MATOS ficou retido, durante todo esse tempo, no backstage por, nitidamente, não querer juntar-se à "plebe mágica portuguesa" presente. Foi hilariante!