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domingo, 7 de agosto de 2022

2001 - ANO VINTE E NOVE (Parte 2)



UMA LUFADA DE AR FRESCO

2001 fica marcado no meio mágico português pela formação de um grupo: OS 4 DE PAU. Quatro jovens mágicos já bem conhecidos no meio (RUI MORGADO, HELDER GUIMARÃES, RICARDO PEREIRA e MICHAEL NETO), apesar do seu distanciamento geográfico (dois viviam no Porto e os outros dois na zona da Grande Lisboa), decidem juntar esforços num trabalho de desenvolvimento comum. 


E dessa união de esforços nasce uma rotina de cartomagia (com alguma comicidade à mistura) que lhes permite obter o 1º Prémio de Magia Cómica e o Grande Prémio do Concurso Inter-Sócios da API integrado nas comemorações das Bodas de Prata de tal agremiação (Junho de 2001).


A mesma rotina foi apresentada pelo grupo no XXIV Congresso Mágico Nacional (de Espanha), realizado em Granada entre 13 e 16 de Setembro, e, com ela, obtiveram o 2º Prémio na modalidade de Cartomagia. Percebem agora a razão porque, no anterior post, eu referi que o HELDER, além de obter o 3º Prémio de Cartomagia também tivera direito a 25% do 2º Prémio da mesma modalidade.

Entre 26 e 30 de Setembro realizou-se V CONGRESSO PORTUGUÊS DE ILUSIONISMO (MAGICVALONGO 2001) e OS 4 DE PAU concorreram na disciplina de Cartomagia e juntaram ao seu pecúlio mais um 1º Prémio. Claro que todos estes prémios obtidos pelo grupo, me deixaram com uma pontinha de orgulho pois eu tinha funcionado como consultor na elaboração da multi-premiada rotina cartomágica.

Mas o grupo não quis limitar a sua intervenção, no meio mágico português, a uma mera presença performativa e decidiu publicar uma folha informativa e opinativa. É assim que nasce o Boletim d'OS 4 DE PAU, cujo primeiro número viu a luz em Outubro de 2001. Neste número, numa linguagem irreverente e desassombrada (inerente à juventude dos elementos do grupo), foi feita uma crítica a várias incidências ocorridas durante o V CONGRESSO PORTUGUÊS DE ILUSIONISMO (MAGICVALONGO 2001). Tal artigo opinativo iria revelar-se o rastilho de uma polémica que iria estalar em 2002 e onde eu viria a ser envolvido de uma forma totalmente descabida.

NOTAS DE RODAPÉ

Nota de sinal + : O 3º lugar do HELDER no Congreso Mágico de Granada.
Nota de sinal + : A temporada de actuações no Pinguim Café.
Nota de sinal + : O aparecimento do grupo OS 4 DE PAU.
Nota de sinal - : Ter como convidado de honra no Congresso Português de Ilusionismo alguém que nunca fez nada pela Arte Mágica.

sábado, 16 de julho de 2022

1998 - ANO VINTE E SEIS

 


MAGIAS À MEIA-NOITE

Este foi o título de uma série de actuações iniciadas à meia-noite (que surpresa...) no Café Concerto do Teatro Rivoli e que integraram a programação do FANTASPORTO em 18, 22 e 26 de Fevereiro deste ano. Além de mim também actuaram MANOLO, HELDER e RICARDO. 

Durante o FANTASPORTO, o espaço de Café Concerto funcionava como ponto de convívio dos participantes no Festival, após o final das projecções dos filmes programados. O que ninguém esperava é que pessoas tão envolvidas na chamada "Sétima Arte" não tivessem compreensão e respeito pelo trabalho de artistas cuja Arte não esteja registada num pedaço de celulóide.

E foi isso que aconteceu! Quando os espectáculos começavam, havia pessoas que se mantinham a conversar, de costas viradas para o palco, sem qualquer respeito pelo artista aí presente ou pelos espectadores que queriam seguir atentamente a respectiva actuação. Numa das noites, o alheamento de uma mesa era tão óbvio (direi mesmo, era "provocador") que o MANOLO decidiu que eles tinham que colaborar numa das ilusões e, para tal, atirou algumas cartas gigantes para o centro da mesa... Foi hilariante!

JORNADA MÁGICA DO CMP

No dia 18 de Abril rumei a Mafra para participar na Jornada Mágica do CMP (Clube Mágico Português). Era um evento que se perspectivava muito promissor, pois anunciava três conferências. Infelizmente as expectativas foram completamente defraudadas, pois não houve uma única conferência, além de outras incidências (como, por exemplo, manchar a homenagem a SAIUR) que me levam a considerar este como o pior evento mágico em que, até hoje, participei. A minha apreciação circunstanciada às diversas vicissitudes do evento foi publicada na revista MAGIA (do CIF) de Maio/Junho 1998.


EL PRIMER ENCUENTRO "LA BARRANCA"

Por iniciativa de MIGUEL GÓMEZ e ARMANDO GÓMEZ (e mais alguns mágicos espanhóis), realizou-se o primeiro dos encontros de La Barranca. Num formato semelhante aos "Encontros de Sintra", este encontro realizou-se num hotel das proximidades de Madrid, onde todos os participantes ficavam alojados. A participação não implicava qualquer inscrição (ou seja, não havia nenhum outro custo além dos relativos a viagem e alojamento), mas, para estar presente, era necessário receber o respectivo convite da Comissão Organizadora. Desta forma, tal comissão conseguiu garantir um nível mínimo de conhecimentos mágicos dos participantes (para garantir um andamento fluido dos trabalhos) e limitar o número de participantes de acordo com a capacidade da sala disponível para as reuniões.


Sendo um evento pensado para reunir mágicos espanhóis, foi igualmente aberto à participação de mágicos portugueses. Nesta primeira edição estive presente acompanhado pelo HELDER e pelo RICARDO.


UM SETEMBRO MUITO MÁGICO

Entre 10 e 13 de Setembro estive presente no Congreso Mágico Nacional de Espanha que se realizou em Málaga. Foi o primeiro congresso espanhol a que assisti e foi também o primeiro evento mágico fora de Portugal em que o HELDER viu o seu trabalho ser reconhecido. Concorreu na modalidade de Cartomagia e obteve uma "Mencion Honorífica" como dizem "nuestros hermanos". 

Entre os eventos programados destaco as conferências e as actuações de close-up de JOHN CARNEY, ROBERTO GIOBBI e MIGUEL APARÍCIO. Nas actuações de palco o meu destaque vai para VIKTOR VOITKO, JUNGE-JUNGE e PETER MARVEY.

Viria a ter oportunidade de rever estes dois últimos artistas, passadas duas semanas, no MAGICVALONGO. Deste evento também relembro a actuação, no Concurso de Mesa, do MICHAEL em que o prato principal foram... os amendoins! Acho que, durante mais de quinze dias, o HELDER ainda tinha o gosto das cascas de amendoim na boca... É no que dá ser escolhido como "espectador voluntário" e não querer estragar o truque ao amigo mágico.

Por último registo que foi neste ano que "descobri" a magia de SIMON ARONSON, fruto da aquisição dos livros Bound to Please, Simply Simon e The Aronson Aproach.


UM EPISÓDIO CURIOSO

Em 10 de Novembro, o JN deu o destaque que a imagem reproduzida documenta ao facto de CHARLES BROOK ter arrebatado o prestigiado "Trophy John Hart" com que o famoso "Magic Circle" contempla o melhor entre os melhores nesta competição (sic). Ora a notícia transmitiu uma versão errada da situação pois o prémio obtido por CHARLES BROOK não foi numa competição do "famoso Magic Circle", mas sim dum clube mágico muito menos famoso: o Home Counties Magical Society. E o facto do presidente do Magic Circle, Michael Bailey, ter estado presente no evento e ter sido convidado a entregar o prémio não deveria ser usado para misturar alhos com bugalhos. O que é mesmo lamentável é que CHARLES BROOK não tenha aproveitado a reunião do CIF em que este assunto foi abordado para repor a verdade dos factos, alimentando, portanto, a mentira de ter obtido um prémio do Magic Circle

Este assunto proporcionou-me um reflexão da qual resultou um texto que foi publicado na revista MAGIA (CIF) de Janeiro/Junho 1999 e que está reproduzido aqui.

NOTAS DE RODAPÉ

Nota de sinal + : O encontro La Barranca.
Nota de sinal + : O primeiro reconhecimento do HELDER "fora de portas".
Nota de sinal - : A Jornada Mágica do CMP.
Nota de sinal - : O alimentar da mentira no seio de um clube mágico.