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sábado, 26 de novembro de 2022

2017 - ANO QUARENTA E CINCO



RETRATO CLANDESTINO

Este foi o nome do espectáculo escrito e protagonizado por HELDER GUIMARÃES que, em 9 de Fevereiro,  estreou em Lisboa (Teatro do Bairro). A temporada na capital decorreu até 19 de Fevereiro e, em seguida, o espectáculo veio para o Teatro do Bolhão, no Porto.

Para divulgação deste espectáculo o HELDER esteve presente, em 31 de Janeiro, nas programa Manhãs da Radio Comercial e a respectiva intervenção pode ser vista aqui. E como os apresentadores do programa ficaram "de olhos em bico" quiseram ver, novamente, um Campeão Mundial de Magia em acção. Por isso HELDER voltou ao programa em 15 de Fevereiro e esta sua segunda intervenção pode ser vista aqui.

Esta presença de HELDER GUIMARÃES em Portugal com o espectáculo Retrato Clandestino também mereceu uma entrevista no DN (ver aqui) e outra na RTP (ver aqui).



O FALECIMENTO DE JODIVIL

Em 26 de Abril faleceu, em Lisboa, José Dias Vilhena, que, artisticamente, era conhecido como JODIVIL. Tive o prazer de desfrutar da sua companhia nos inúmeros congressos e festivais mágicos em que participamos, onde se criou uma amizade que se manteve apesar da distância geográfica. Pouco antes do seu falecimento tive oportunidade de adquirir o valioso acervo mágico que ele reunira durante a sua vida. Decorridos cinco anos sobre a sua morte, escrevi um texto que pode ser lido aqui.



CONGRESO MÁGICO NACIONAL - MANRESA 2017

Estive presente neste congresso espanhol onde sobressaíram as conferências de DANI DAORTIZ, JOHN CARNEY e GABI PARERAS. Também relembro as actuações de LUÍS OLMEDO, MIGUEL AJO e JOHN CARNEY (em Close-up) e SERGI BUKA (em palco). E também recordo a bonita exposição de aparatos mágicos patente no Casino de Manresa. 



No regresso de Manresa, tive a oportunidade de estar algum tempo em Barcelona e aproveitei para visitar o meu amigo JOAN FONT.

NOTAS DE RODAPÉ

Nota de sinal + : O espectáculo RETRATO CLANDESTINO de HELDER GUIMARÃES.
Nota de sinal - : O falecimento de JODIVIL.

sábado, 27 de agosto de 2022

2004 - ANO TRINTA E DOIS

 


MEMORIAL ASCANIO...

Começo por relembrar aquela que é, de facto, a última memória deste ano, mas que refiro em primeiro lugar por ser a mais forte de todas: HELDER concorre no MEMORIAL ASCANIO e vence o respectivo prémio. Torna-se assim o primeiro mágico não residente em Espanha a consegui-lo e, ainda hoje, é o único português que se pode gabar de ter obtido tal galardão. 

O MEMORIAL ASCANIO decorreu entre 23 e 24 de Outubro e uma breve reportagem pode ser lida aqui.

Posso portanto dizer que um ano que começou mal com o falecimento de PEPE CARROL (em 5 de Janeiro) termina bem com o PRÉMIO ASCANIO que o HELDER consegue conquistar.


... E OUTROS EVENTOS MÁGICOS

Entre 26 e 28 de Março participei nos ENCONTROS MÁGICOS DE SINTRA. E, desta vez, Sintra "teleportou-se" para Mangualde. Na minha participação também esteve incluída a apresentação da conferência APUNTES CON DOBLE CARA, que, no ano anterior, apresentara em LA BARRANCA e na SEI-Madrid.

Entre 1 e 4 de Julho participei no Congresso Nacional Espanhol que se realizou em Zaragoza. Sobre o mesmo realizei uma pequena reportagem que foi publicada no Boletim Informativo da API (Nov./Dez. 2004), a qual pode ser lida aqui.

Em 17 de Julho participei no Encontro API na cidade do Porto, o qual ajudei a organizar. Decorreu na cave do Café Célia, depois do Orfeão do Porto dar o dito por não dito quanto à cedência da sala... Nesse encontro realizou-se uma animada sessão MAGICSPORTS e um não menos animado jantar.

No final de Setembro participei no MAGICVALONGO e dele recordo as excelentes conferências e actuações na Gala de Close-Up de JOHN CARNEY e MICHAEL AMMAR. Também é justo referir a excelente prestação de NORBERT FERRÉ na Gala de Palco. Uma última memória ligada a este evento é o facto de me ter sido atribuído o "Prémio de Assiduidade", o que só me fez pensar que valeu a pena "lutar" para ultrapassar as dificuldades criadas à minha inscrição no MAGICVALONGO 2002.



TERTÚLIA CASTELENSE... E NÃO SÓ

Em 21 de Março participei nas 24 HORAS DE POESIA, evento organizado pela Câmara Municipal de Santo Tirso. Sobre este evento saiu no jornal "Público" uma reportagem, na qual mereci a seguinte referência:


Em meados de Outubro iniciei o projecto TERTÚLIA MÁGICA que contemplava a presença semanal na Tertúlia Castelense com Magia de Proximidade. Em Novembro, tal projecto já vinha publicitado na respectiva programação mensal.


Em 12 de Novembro o HELDER GUIMARÃES apresentou na Tertúlia Castelense o primeiro de muitos espectáculos que viria a criar e apresentar nesse espaço num processo de constante aprendizagem e crescimento artístico. Este primeiro espectáculo designou-se "INSÓNIAS".



NOTAS DE RODAPÉ
Nota de sinal + : O Prémio ASCANIO do Helder.
Nota de sinal - : O falecimento de PEPE CARROLL.

sábado, 20 de agosto de 2022

2003 - ANO TRINTA E UM (Parte 1)


 

E A FISM NOVAMENTE EM HAIA

No mês de Julho rumei a Haia, para assistir à minha segunda FISM em tal cidade. Esta FISM teve uma excelente organização, na qual destaco o escrupuloso cumprimento dos horários. Neste congresso mundial, pela primeira vez, existiram dois títulos Grand Prix, um atribuído no conjunto das disciplinas de Palco e outro atribuído no conjunto das modalidades de Close-Up. Tal situação criou alguma confusão, pois todos os concorrentes com uma certa pontuação disputaram tal título, numa Gala Final. Ora, entrando em tal disputa concorrentes que haviam obtido o 1º, o 2º ou o 3º prémios, seria possível que viesse a ser galardoado com o Grand Prix, um mágico que não tinha obtido o 1º prémio na respectiva modalidade.

Também é de destacar nesta FISM a preocupação de diversificar a respectiva programação com a implementação de ideias inovadoras. Uma dessas ideias foi a sessão Magic Sports, uma criação de TIM ELLIS. Numa descrição breve poderei dizer que se trata de uma competição entre dois grupos de mágicos que são postos à prova com situações inesperadas que podem ocorrer numa qualquer actuação. Tais situações inesperadas são fruto de escolhas do público e um júri avalia a forma como cada equipa se desenrasca e como o público reage. É uma ideia muito divertida, que, posteriormente, viria a ser implementada em reuniões da API, nomeadamente numa reunião que ajudei a organizar no Porto.

Os concursos de mesa tiveram um bom nível. Na modalidade de Close-Up, sobressaíram JASON LATIMER (Obteve o 1º Prémio),  NICHOLAS EINHORN e SHAWN FARQUHAR (Estes dois últimos obtiveram o 2º Prémio ex aequo) e, na modalidade de Cartomagia, destacaram-se MAGOMIGUE (Obteve o 1º Prémio), GREGORY WILSON e IÑAKI (Estes dois últimos obtiveram o 2º Prémio ex aequo). Na disputa do Grand Prix de Close-up actuaram na Gala Final MAGOMIGUE e JASON LATIMER, tendo este último obtido tal galardão. A rotina de covilhetes transparentes de JASON LATIMER, com a qual venceu na FISM, pode ser vista aqui.

Na modalidade de Cartomagia também houve concorrentes portugueses. Seguidamente transcrevo o que escrevi no Boletim Informativo da API "Especial FISM 2003" (de Set./Out. 2003):

"Tivemos o PEDRO LACERDA e OS 4 DE PAU a concorrer na modalidade Cartomagia. Naturalmente, as condições de actuação eram mais adversas para o PEDRO LACERDA do que para OS 4 DE PAU, mas ambos tiveram excelentes actuações, muito bem recebidas pela plateia, realizando as rotinas que já lhes conhecemos. O nome de Portugal saiu dignificado e a Associação Portuguesa de Ilusionismo pode sentir-se orgulhosa por subscrever tais participações em concurso."


Nos concursos de Palco destaco, naturalmente, o francês NORBERT FERRÉ (uma actuação sua pode ser vista aqui), que obteve o 1º Prémio de Manipulação e o Grand Prix. Além dele também foram premiados em Manipulação o coreano EUN GYEOL LEE e o japonês KENJI MINEMURA (uma actuação sua pode ser vista aqui). Na modalidade de Magia Geral o 1º Prémio foi para o duo suiço PAT PERRY & ARCHIBALD, que, com a criação totalmente inovadora que pode ser vista aqui, conseguiu "bater" o (também) excelente DANNY COLE.

Nas Galas de Palco, destaco TOMMY WONDER, YUMI, SCOTT THE MAGICIAN AND MISS MURIEL, AMOS LEVKOWITCH, YUNKE, TOPAS (com duas rotinas completamente diferentes) e RAYMOND CROWE. Uma referência de destaque especial para WAYNE DOBSON que, apesar da sua doença (esclerose múltipla), teve uma actuação soberba numa das galas, o que lhe valeu uma merecida standing ovation. Na Gala de Close-up as "estrelas" foram MANUEL MUERTE e DAVID WILLIAMSON.

Também merece uma referência especial o artista ARMANDO LUCERO, que foi a grande sensação deste congresso. Apresentando rotinas de moedas originais e de uma perfeição técnica extrema não se limitou a participar no "Bar Magic" que, à noite, funcionava na cave do Centro de Congressos. Durante o dia sempre que se via uma grande aglomeração de mágico à volta de uma mesa era certo e sabido que lá estava o ARMANDO LUCERO a "pôr os olhos em bico" a todos os presentes.

Por fim esta FISM também apresentou um variado leque de conferências. Daquelas a que assisti destaco as de DAVID BERGLAS e JOHN CARNEY. Merece também uma menção especial a conferência liderada por DICK KOORNWINDER sobre FRED KAPS.

UMA HISTÓRIA COM A "DEAN'S BOX"

Quem também integrou o contingente que de Portugal se deslocou até HAIA para assistir a este congresso FISM foi o mágico brasileiro LEONY, o qual se revelou um companheiro muito simpático e divertido. Muito interessado nas novidades que a feira mágica permitia a apreciar, LEONY ficou verdadeiramente enfeitiçado por um truque que fez algum furor nesta FISM e que, sendo da autoria do mágico americano DEAN DILL, era vendido com o nome de "DEAN´S BOX".

Tendo assistido à demonstração do efeito e ficado literalmente "à nora" quanto a uma possível explicação para a respectiva execução e verificando que o preço de aquisição do truque era bastante elevado, LEONY foi levando, aos poucos, os mágicos portugueses à banca que vendia tal truque para apreciarem o quão impossível ele era, para, em seguida, sugerir uma "vaquinha" entre todos, a qual permitiria comprar o truque. No final, o truque adquirido seria sorteado entre os participantes na "vaquinha", mas todos ficariam a saber o modus operandi do mesmo de forma a permitir o respectivo fabrico.

Foi, portanto, em tal contexto que acompanhei o LEONY para assistir a uma demonstração da DEAN'S BOX. E tal demonstração permitiu-me, no imediato, entender o princípio em que se baseava, pois já me cruzara, nas minhas leituras, com outra aplicação do mesmo princípio. Por isso imediatamente descartei a hipótese da tal "vaquinha" e disse-lhe que o truque estava baseado num princípio antigo que eu já vira aplicado num outro truque descrito num livro de WENCESLAO CIURÓ. 

No dia seguinte, o LEONY correu todas as bancas da feira mágica à procura de livros do citado autor. Naturalmente que livros antigos em língua espanhola dificilmente seriam encontrados ali. Perante o desespero do LEONY (que, a certa altura, me pareceu começar a ter dúvidas relativamente ao meu efectivo conhecimento do truque em causa), decidi explicar-lhe o funcionamento do mesmo. E a sua forma de agradecer foi, tempos mais tarde, numa das suas vindas a Portugal, oferecer-me uma "DEAN'S BOX" feita por si.

Para quem não conhece, aqui deixo uma apresentação da DEAN'S BOX feita pelo seu criador.


E como, relativamente a 2003, há mais memórias além das da FISM, amanhã haverá novo post.


sábado, 16 de julho de 2022

1998 - ANO VINTE E SEIS

 


MAGIAS À MEIA-NOITE

Este foi o título de uma série de actuações iniciadas à meia-noite (que surpresa...) no Café Concerto do Teatro Rivoli e que integraram a programação do FANTASPORTO em 18, 22 e 26 de Fevereiro deste ano. Além de mim também actuaram MANOLO, HELDER e RICARDO. 

Durante o FANTASPORTO, o espaço de Café Concerto funcionava como ponto de convívio dos participantes no Festival, após o final das projecções dos filmes programados. O que ninguém esperava é que pessoas tão envolvidas na chamada "Sétima Arte" não tivessem compreensão e respeito pelo trabalho de artistas cuja Arte não esteja registada num pedaço de celulóide.

E foi isso que aconteceu! Quando os espectáculos começavam, havia pessoas que se mantinham a conversar, de costas viradas para o palco, sem qualquer respeito pelo artista aí presente ou pelos espectadores que queriam seguir atentamente a respectiva actuação. Numa das noites, o alheamento de uma mesa era tão óbvio (direi mesmo, era "provocador") que o MANOLO decidiu que eles tinham que colaborar numa das ilusões e, para tal, atirou algumas cartas gigantes para o centro da mesa... Foi hilariante!

JORNADA MÁGICA DO CMP

No dia 18 de Abril rumei a Mafra para participar na Jornada Mágica do CMP (Clube Mágico Português). Era um evento que se perspectivava muito promissor, pois anunciava três conferências. Infelizmente as expectativas foram completamente defraudadas, pois não houve uma única conferência, além de outras incidências (como, por exemplo, manchar a homenagem a SAIUR) que me levam a considerar este como o pior evento mágico em que, até hoje, participei. A minha apreciação circunstanciada às diversas vicissitudes do evento foi publicada na revista MAGIA (do CIF) de Maio/Junho 1998.


EL PRIMER ENCUENTRO "LA BARRANCA"

Por iniciativa de MIGUEL GÓMEZ e ARMANDO GÓMEZ (e mais alguns mágicos espanhóis), realizou-se o primeiro dos encontros de La Barranca. Num formato semelhante aos "Encontros de Sintra", este encontro realizou-se num hotel das proximidades de Madrid, onde todos os participantes ficavam alojados. A participação não implicava qualquer inscrição (ou seja, não havia nenhum outro custo além dos relativos a viagem e alojamento), mas, para estar presente, era necessário receber o respectivo convite da Comissão Organizadora. Desta forma, tal comissão conseguiu garantir um nível mínimo de conhecimentos mágicos dos participantes (para garantir um andamento fluido dos trabalhos) e limitar o número de participantes de acordo com a capacidade da sala disponível para as reuniões.


Sendo um evento pensado para reunir mágicos espanhóis, foi igualmente aberto à participação de mágicos portugueses. Nesta primeira edição estive presente acompanhado pelo HELDER e pelo RICARDO.


UM SETEMBRO MUITO MÁGICO

Entre 10 e 13 de Setembro estive presente no Congreso Mágico Nacional de Espanha que se realizou em Málaga. Foi o primeiro congresso espanhol a que assisti e foi também o primeiro evento mágico fora de Portugal em que o HELDER viu o seu trabalho ser reconhecido. Concorreu na modalidade de Cartomagia e obteve uma "Mencion Honorífica" como dizem "nuestros hermanos". 

Entre os eventos programados destaco as conferências e as actuações de close-up de JOHN CARNEY, ROBERTO GIOBBI e MIGUEL APARÍCIO. Nas actuações de palco o meu destaque vai para VIKTOR VOITKO, JUNGE-JUNGE e PETER MARVEY.

Viria a ter oportunidade de rever estes dois últimos artistas, passadas duas semanas, no MAGICVALONGO. Deste evento também relembro a actuação, no Concurso de Mesa, do MICHAEL em que o prato principal foram... os amendoins! Acho que, durante mais de quinze dias, o HELDER ainda tinha o gosto das cascas de amendoim na boca... É no que dá ser escolhido como "espectador voluntário" e não querer estragar o truque ao amigo mágico.

Por último registo que foi neste ano que "descobri" a magia de SIMON ARONSON, fruto da aquisição dos livros Bound to Please, Simply Simon e The Aronson Aproach.


UM EPISÓDIO CURIOSO

Em 10 de Novembro, o JN deu o destaque que a imagem reproduzida documenta ao facto de CHARLES BROOK ter arrebatado o prestigiado "Trophy John Hart" com que o famoso "Magic Circle" contempla o melhor entre os melhores nesta competição (sic). Ora a notícia transmitiu uma versão errada da situação pois o prémio obtido por CHARLES BROOK não foi numa competição do "famoso Magic Circle", mas sim dum clube mágico muito menos famoso: o Home Counties Magical Society. E o facto do presidente do Magic Circle, Michael Bailey, ter estado presente no evento e ter sido convidado a entregar o prémio não deveria ser usado para misturar alhos com bugalhos. O que é mesmo lamentável é que CHARLES BROOK não tenha aproveitado a reunião do CIF em que este assunto foi abordado para repor a verdade dos factos, alimentando, portanto, a mentira de ter obtido um prémio do Magic Circle

Este assunto proporcionou-me um reflexão da qual resultou um texto que foi publicado na revista MAGIA (CIF) de Janeiro/Junho 1999 e que está reproduzido aqui.

NOTAS DE RODAPÉ

Nota de sinal + : O encontro La Barranca.
Nota de sinal + : O primeiro reconhecimento do HELDER "fora de portas".
Nota de sinal - : A Jornada Mágica do CMP.
Nota de sinal - : O alimentar da mentira no seio de um clube mágico.

domingo, 10 de julho de 2022

1997 - ANO VINTE E CINCO (Parte 2)

 

25 ANOS MAGICANDO...

Este foi o nome o opúsculo que publiquei com objectivo de marcar os meus vinte e cinco anos de ligação ao Ilusionismo. Tal publicação aconteceu em 8 de Maio  data em que a programação semanal do CIF se intitulou "Uma noite para... JOMAGUY". Na época era um tipo de programação habitual nas quintas-feiras do CIF, em que um elemento da velha guarda era convidado a estar presente e partilhar algumas memórias da respectiva vida mágica.

Aproveitei essa programação, para comemorar a efeméride, distribuindo, aos presentes tal opúsculo, bem como uma fatia de bolo e uma taça de espumante (taça magicamente convertida em copo plástico, claro!).

É um dos momentos dessa comemoração que a fotografia documenta, onde se pode ver, em primeiro plano, JOFERK que foi uma referência determinante nos meus primeiros vinte e cinco anos de Ilusionismo.


A FISM EM DRESDEN

Depois de ter estado ausente da FISM realizada em 1994 no Japão, a expectativa para ver Magia ao mais alto nível era, naturalmente, muito elevada. Por isso os últimos dias antes da partida "demoraram uma eternidade" a passar, sentimento que era partilhado pelo HELDER que iria assistir à sua primeira FISM (Nota: aquela história de ter assistido à FISM de Lausanne em 1982 no ventre materno foi mesmo só para fazer piada).

A esta FISM também fui investido no papel de representante oficial do CIF e, logo à chegada, tive o dissabor de verificar que não aparecia a minha documentação, apesar da minha inscrição estar registada no respectivo sistema informático. Até que ela aparecesse, passou cerca de uma hora, tempo que teria sido muito melhor aproveitado a assistir a alguma das conferências que já decorriam.

Sobre esta FISM escrevi uma detalhada reportagem de 13 páginas que saiu na edição de Setembro / Outubro de 1997 da revista MAGIA do CIF (Nota: desde o início de 1997 o CIF tinha retomado a publicação bimestral da sua revista MAGIA em substituição da publicação mensal do boletim informativo A FOLHA MÁGICA). Irei, neste post, referir os pontos mais importantes dessa reportagem.

Nas Galas de Palco destaco CLEMENS VALENTINO, CHAPEAU, TOM VOSS, TOMMY WONDER, JORGOS, MAKHA TENDO, JOHNNY LONN, OMAR PASHA, NATHAN BURTON, CHRISTOPHER HART e PIERRE BRAHMA.

Na Gala de Close-up todos os intervenientes merecem o meu destaque. Foram eles JOHN CARNEY, RAMBLAR, TIM ELLIS, EUGENE BURGER, PAUL GERTNER, PIT HARTLING e DAVID WILLIAMSON. A apresentação esteve a cargo de ALI BONGO e isso também contribuiu para eu considerar esta a melhor de todas as galas desta FISM. DAVID WILLIAMSON foi o artista que fechou a Gala e fê-lo com uma dose reforçada "daquela loucura" com que nos havia habituado em anteriores congressos. Seguidamente reproduzo o que escrevi sobre tal actuação na supracitada reportagem.

  • David Williamson - Fechou a gala. Este artista (crazy, crazy, crazy) já atingiu um estatuto entre os mágicos que lhe permite fazer (quase...) tudo e obter sucesso sem (quase...) fazer magia. Foi o caso dessa noite em que só apresentou um efeito (o qual, inclusivé, falhou na 1ª tentativa): a carta vista pelo espectador desaparece e é vomitada (?!?!?!) pelo ilusionista. No entanto este efeito demorou, seguramente, mais do que vinte minutos a apresentar dado que a escolha duma espectadora que só entendia alemão (língua que Williamson não fala) obrigou à obtenção da apropriada tradução: eu traduzi de inglês para português e vice-versa, o Joy traduziu entre português e francês e um terceiro congressista traduziu entre francês e alemão. A situação tornou-se fortemente hilariante dada a capacidade histriónica do actuante para seguir as nossas traduções sucessivas. Como final David Williamson anunciou que iria realizar autênticos efeitos de close-up, os quais, portanto teriam que ser seguidos através do ecrã gigante. Por isso chamou o cameraman para filmar a mesa em plano picado e começou a executar um chink-a-chink de moedas. Após alguns passes levantou-se para ir buscar uma Coca Cola... e, no ecrã gigante, a actuação continuou!... Tratava-se de uma gravação antecipada, a qual, inclusivamente, integrava ostensivos truques de filmagem numa crítica óbvia aos artistas que utilizam tais métodos nos seus programas de TV.

Também houve uma Mini-gala "Especial Close-up" onde se destacaram JUAN TAMARIZ (que também a apresentou) e LISA MENNA.

No que se refere as conferências, a FISM de DRESDEN proporcionou excelentes e variadas possibilidades. A conferência histórica sobre HOFZINSER de MAGIC CHRISTIAN e a conferência sobre "magia de rua" de CELLINI foram dois bons exemplos dessa variedade. Além destas, também pude assistir às conferências de RAMBLAR, DAVID WILLIAMSON, EUGENE BURGER, PAUL GERTNER, FERTIGE FINGER, HIRO SAKAI, TOMMY WONDER e PAVEL. Resumindo e concluindo: consegui assistir a metade das vinte conferências programadas e todas me agradaram.

Nos concursos de palco destaco os premiados JUNGE JUNGE, SONNY FONTANA, RICHARD McDOUGALL, JULIANA CHEN e, naturalmente, o vencedor do Grand Prix, IVAN NECHEPORENKO (cuja rotina pode ser vista aqui). Nos concursos de mesa merecem destaque os premiados BORIS WILD, JORG ALEXANDER, THOMAS MEIER, SIMO AALTO e MANUEL MUERTE.

Nos concursos estiveram presentes dois portugueses: SERIP (em Invenção) e SALGUERY (em Magia Geral). SERIP esteve mal, pois as salsichas incendiaram-se e o bombeiro de serviço teve que entrar em palco e despejar o conteúdo de um extintor no interior do aparato em chamas. SALGUERY esteve bem, mas uma rotina de rolas para se destacar num concurso FISM tem que ter algo mais do que a mera perfeição técnica.

Por fim uma referência para LUÍS DE MATOS que foi artista convidado numa das Galas de Palco. A sua prestação ficou afectada pelo percalço dum "lenço voador"... que se recusou a voar.

Nesta FISM a presença portuguesa foi bastante notada durante todo o congresso, fruto da atitude activa de todos mágicos portugueses na promoção da candidatura da API à organização da FISM 2000 em Lisboa.  E como a candidatura saiu vencedora, tivemos a oportunidade de ver o auditório do Kulturpalast repleto de bandeirinhas portuguesas a serem agitadas, enquanto o testemunho de Presidente da FISM era passado para HORCAR.

Infelizmente, HORCAR não iria cumprir este mandato, pois, em 4 de Dezembro, faleceu de forma totalmente inesperada. Por comparação com o sucedido após a morte do PROF. SITTA, temeu-se que Portugal fosse perder a organização da FISM 2000. Felizmente MARQUES VIDAL conseguiu tomar as rédeas do projecto e levar a bom porto tal organização.

E o mês de Dezembro voltaria a causar o luto na comunidade mágica portuguesa, pois, no dia 15, ocorreu o falecimento de SAIUR, um nome incontornável na dignificação do Ilusionismo como Arte, sendo preponderante a sua acção no associativismo mágico lisboeta.

NOTAS DE RODAPÉ

Nota de sinal + : A FISM de Dresden.
Nota de sinal + : A atribuição da organização da FISM 2000 à API.
Nota de sinal + : Os meus "25 anos magicando..."
Nota de sinal + : O "anti-vedetismo" de DAVID WILLIAMSON.
Nota de sinal - : O falecimento de ARTURO DE ASCANIO.
Nota de sinal - : O falecimento de HORCAR.
Nota de sinal - : O falecimento de SAIUR.

sábado, 2 de julho de 2022

1996 - ANO VINTE E QUATRO


FESTIVAL DE S. JOÃO BOSCO E COLABORAÇÕES LITERÁRIAS

Magicamente o ano começou, para mim, no Festival S. João Bosco, promovido pelo CIF, durante o qual, recebi o troféu MÁGICO DO ANO 1995 na categoria "Close-Up" conforme pode ser lido aqui. Infelizmente tal evento mágico foi palco de um acontecimento trágico: o falecimento de HORTINY, nos bastidores do palco, poucos momentos após o fim da Gala de Palco. Em 2021, quando se completaram 25 anos sobre o infausto acontecimento, publiquei um texto para o lembrar, o qual pode ser lido aqui.

Em Fevereiro foi eleita a nova Direcção do CIF, da qual eu fazia parte como Vice-Presidente, e o meu envolvimento na publicação da FOLHA MÁGICA recrudesceu, com a produção de conteúdos diversificados e a reformulação do respectivo aspecto gráfico. No que respeita a conteúdos diversificados procurei, aqui e ali, introduzir alguma dose de humor através da publicação de NOTÍCIAS OFF-RECORD.

A minha colaboração literária para a revista O MÁGICO continuou durante o ano e, além da secção TEMAS DE CLOSE-UP, elaborei outros conteúdos. Entre eles quero relembrar o artigo, publicado na respectiva edição de Junho, intitulado "Um Achado Bibliográfico - THESOVRO DE PRVDENTES de Gaspar Cardozo de Sequeira", onde era revelada a existência de um livro de um autor português, publicado em Portugal em 1612, que descreve truques que se pensava terem sido descritos pela primeira vez largas dezenas de anos mais tarde. A descoberta deste livro foi fruto da pesquisa empenhada de TONY KLAUF.


LISBOA É MÁGICA

No início de Junho tivemos a CONVENÇÃO API, a qual adoptou o slogan "LISBOA É MÁGICA". Esta convenção, que se realizou no Teatro Taborda, teve como ponto alto uma Gala de Close-up de Homenagem a ARTURO DE ASCANIO, a qual teve um conjunto de intérpretes ligados a ASCANIO por fortes laços de amizade e grandes doses de aprendizagem dos conceitos mágicos do Mestre. Portanto, além do próprio ASCANIO, actuaram: PEDRO LACERDA, ROBERTO GIOBBI, AURELIO PAVIATO, CARLOS VAQUERA e BERNARD BILIS. Foi, naturalmente, uma gala insuperável!

Na Gala de Palco destaco as presenças de NICHOLAS NIGHT & KINGA, JEFF McBRIDE e LUNA SHIMADA e todas as conferências (BERNARD BILIS, CARLOS VAQUERA, NICHOLAS NIGHT, JEFF McBRIDE e ASCANIO) foram de elevado nível e interesse. Foi durante esta convenção que a API entregou ao Secretário Geral da FISM o dossier da candidatura de Lisboa à organização do CONGRESSO MUNDIAL DE MAGIA FISM 2000. 


MAGICVALONGO

Em finais de Setembro realizou-se a quinta edição do MAGICVALONGO. Participei como concorrente em Magia de Mesa e obtive o 2º lugar. Entre os convidados destaco os estrangeiros PATRICK PAGE e ALI BONGO que proporcionaram excelentes actuações e conferências.Também merece referência o argentino MAD MARTIN, especialmente, pela respectiva actuação na Gala de Close-up. Entre os convidados portugueses esteve JOFERK que parecia querer mudar de "imagem" ao apresentar-se como COIMBRA'S.


Enquanto decorria o MAGICVALONGO, soube do falecimento do Prof. Armindo de Matos, que fora um dos fundadores do CIF e da firma Magiarte.


ESTORILMÁGICO - CASCAIS 96

Na sua segunda edição, este Festival Internacional de Magia não desmereceu todos os elogios feitos à primeira edição e apresentou excelentes convidados em palco (JULIANA CHEN, BERTRAN LOTTH, AMOS LEVKOVITCH, STEVE SHERATON e JUAN MAYORAL) e em mesa (CAMILO VASQUEZ; MICHAEL WEBER e JOHN CARNEY). No conjunto das seis conferências programadas destacaria a dos três últimos mágicos referidos e a de JUAN MAYORAL.

Participei neste evento como concorrente, não tendo obtido prémio. O HELDER também participou como concorrente em Magia Juvenil e foi classificado em 2º lugar (O primeiro classificado foi JORGE SANCHEZ, agora mais conhecido como JORGE BLASS).

DIVERSOS

Mais uma vez realizei diversas actuações a bordo do navio FUNCHAL, integrado no respectivo staff de animação.

Adquiri os livros THE BOOKS OF WONDER, uma verdadeira jóia da literatura mágica, na qual TOMMY WONDER reuniu toda a sua maneira de pensar a Magia. São livros imprescindíveis na formação de qualquer mágico.

DOMINGO EM CHEIO foi o título de um programa transmitido na RTP ao domingo à noite com apresentação de Luís de Matos. Não foi um programa de Magia, mas sim um programa de entrevistas. Na noite de 16 de Junho o entrevistado foi Júlio Isidro. A propósito de tal escolha de convidado escrevi em "A FOLHA MÁGICA" (CIF) de Julho de 1996 um texto que está reproduzido aqui.

NOTAS DE RODAPÉ

Nota de sinal + : O ESTORILMÁGICO - CASCAIS 96
Nota de sinal + : A CONVENÇÃO API 96
Nota de sinal - : O falecimento de HORTINY.
Nota de sinal - : O falecimento do Prof. Armindo de Matos.

sábado, 28 de maio de 2022

1991 - ANO DEZANOVE (Parte 1)

 


FISM - O REGRESSO IMPREVISÍVEL A LAUSANNE

O 18º Congresso Mundial de Magia estava programado para Roma, mas a morte inesperada (Julho de 1989) do respectivo presidente (PROF. SITTA), que era o elemento agregador das diversas sensibilidades existentes na magia italiana, criou a necessidade de ser encontrada uma nova solução. A equipa que tinha organizado a FISM três anos antes em Haia e o Club des Magiciens de Lausanne que organizara o Congresso FISM nove anos tinham "bem oleadas" as respectivas máquinas organizativas e propuseram-se suprir tal necessidade. A escolha recaiu em Lausanne.

Entre os concorrentes nas modalidades de palco destaco os premiados TOPAS, ARSENE LUPIN, JUAN MAYORAL e, naturalmente, o vencedor do Grand Prix VLADIMIR DANILIN (a sua rotina vencedora pode ser vista aqui). Além destes também recordo as excelentes prestações de DAVIDO e TIM ELLIS. Este último teve direito a um Special Award pela sua versão rap do clássico "Sempre Seis"(que pode ser vista aqui). 

Portugal teve três concorrentes envolvidos nos concursos de palco: SALGUERY (Magia Geral), DAMIÃO (Magia Geral) e OLIMACK (Manipulação). Este último apresentou a sua rotina de sombras chinesas e a inscrição na disciplina de Manipulação foi a solução adoptada por não haver modalidade de Artes Anexas no concurso. Nenhum obteve prémio, mas todos eles deixaram uma boa imagem da Magia em Portugal.

Nas modalidades de mesa destaco os premiados FRANCIS TABARY, JOHN CARNEY, SIMO AALTO, LENNART GREEN E ROBERTO GIOBBI e os não premiados VANNI BOSSI e SHANKAR JUNIOR. Este último, com 13 anos, surpreendeu tudo e todos pela sua desenvoltura ao apresentar a versão indiana dum clássico da Magia: o truque dos covilhetes. E fê-lo da forma mais tradicional possível: sentado no chão, de pernas cruzadas (a rotina pode ser vista, a partir do 1m40s, aqui). 

Na minha perspectiva, na Gala de Close-up, sobressaíram JUAN TAMARIZ, BERNAD BILLIS, RENÉ LAVAND, MICHAEL AMMAR e DAVID WILLIAMSON e, nas conferências, destaco os três últimos nomes referidos e ARTURO DE ASCANIO.

Mas seria numa das galas de palco que me estaria reservado o momento mais emocional que até então tinha vivenciado nos congressos FISM. Entre os diversos convidados presentes nas galas ficaram-me na retina as actuações de VORONIN, ALI BONGO, MAHKA TENDO, LIVING MAGIC THEATRE, AMOS LEVKOWITCH, RUDY COBY e THE PENDRAGONS. 

Mas um senhor ultrapassou todas as minhas expectativas: HARRY BLACKSTONE JR.!... Na minha memória ficaram estas autênticas jóias mágicas: Vanishing Birdcage (que pode ser vista aqui) e Floating Lightbulb

Ora foi precisamente, durante a exibição de Floating Lightbulb que eu vivenciei o tal momento emocional que ainda hoje, ao relembrar, me provoca um arrepio na espinha igual ao que experimentei na altura. Como pode constatar-se, durante a exibição, HARRY BLACKSTONE JR. descia à plateia e entregava a lâmpada acesa a um espectador para que a mesma fosse examinada. Nessa gala inesquecível eu fui o escolhido. E, durante breves momentos, um aparato mágico carregado de história esteve nas minhas mãos. Inolvidável!

Foi também durante este Congresso FISM que adquiri o excelente livro "The Magic of Michael Ammar" e o desdobrável "Daryl Rope Routine" que iria ser o alicerce da minha rotina "O poema da corda amarela". Quando, em Março de 2000, Daryl esteve no Porto a realizar uma conferência tive oportunidade de obter uma dedicatória em tal desdobrável.

Depois de relembrar a emoção de segurar a lâmpada de HARRY BLACKSTONE JR. acho que preciso de um descanso. As restantes memórias deste ano ficam para um novo post que será colocado amanhã.

sábado, 7 de maio de 2022

1988 - ANO DEZASSEIS (Parte 1)

 


A FISM NA HOLANDA (HAIA)

Mais uma FISM (para mim foi a sexta) que não defraudou as expectativas que são sempre muito elevadas.

Uma das curiosidades implementadas pela organização desta FISM foi cunhar duas moedas homenageando dois "monstros sagrados" da magia holandesa: OKITO e FRED KAPS. Tais moedas eram necessárias para pagar as bebidas adquiridas nos bares do Centro de Congressos. Hoje são peças de colecção.

Relativamente aos convidados das galas de palco ficaram na minha memória as actuações de RUDY COBY, JOHNNY LONN, THE PENDRAGONS, TINA LENERT, FUKAI AND KIMIKA, DAVIDE COSTI, JEFF McBRIDE, JAMES DIMMARE e VLADIMIR DANILIN. Numa das galas também trabalhou, como convidado, o português especializado em "sombras chinesas" JOE MARVEL. Esteve no bom nível que lhe conhecia e, para rematar a sua actuação, "desenhou", com as mãos, o perfil de FRED KAPS. Excelente ideia para uma FISM realizada na Holanda.

Como convidada esteve também a estrela japonesa PRINCESS TENKO, cuja actuação preencheu toda a segunda parte de uma das galas. Apesar de toda a publicidade de que foi precedida e da fama que, na época, tinha no seu país, ficou bastante aquém das minhas expectativas.

A Gala de Close-up foi designada com toda a propriedade "CLOSE-UP FESTIVAL". E foi mesmo um festival de boa magia onde todos os atuantes merecem ser destacados. BOB READ, CARLOS VAQUERA e DR. SAWA, talvez por ser a primeira vez que os vi actuar, merecem, para mim, um destaque especial.

As conferências de ALDO COLOMBINI, DARYL e EUGENE BURGER foram aquelas em que mais ensinamentos colhi.

Os concursos tiveram um nível excelente. Portugal esteve presente por intermédio de HORTINY (na modalidade de Invenção) e JORGE SORIAC (na modalidade de Manipulação). Não obtiveram prémios mas não desmereceram o aval obtido para os respectivos concursos.

Nos concursos de palco fiquei especialmente bem impressionado com as prestações de TOM MULLICA (3º prémio de Magia Cómica e uma actuação similar à do concurso pode ser vista aqui), TOPAS (2º prémio de Manipulação), YUKA (3º prémio de Magia Geral), THE NAPOLEONS (3º prémio de Grandes Ilusões), TOMMY WONDER (2º prémio de Magia Geral com a rotina que pode ser vista aqui) e VIK & FABRINI (1º prémio de Magia Geral com a rotina que pode ser vista aqui).

Nos concursos de mesa destaco as prestações de JOSE CARROL (1º prémio de Cartomagia), ROBERTO GIOBBI (2º prémio de Cartomagia) e JOHN CARNEY (2º prémio Close-up) e, naturalmente, JOHNNY ACE PALMER que foi o primeiro concorrente numa modalidade de mesa (Close-up) a conquistar o GRANDE PRÉMIO FISM. A sua rotina vencedora pode ser vista aqui.

No programa social do evento estava incluída uma recepção promovida pelo Ministro da Cultura da Holanda e pelo Presidente da Câmara de Haia. Esta recepção (que incluiu bebidas e aperitivos à discrição) teve lugar num edifício público destinado a eventos culturais que anteriormente havia sido uma igreja (Grote Kerk). Não pude deixar de comentar com alguns portugueses que nós, ali numa "igreja", de copo na mão, só estávamos a dar sentido literal à expressão "correr as capelinhas". E não é que, anos mais tarde, numa outra FISM, o JODIVIL ainda se lembrava deste meu comentário!

Também nos foi proporcionada uma Festa Mágica onde ficamos distribuídos em mesas (repletas de comidas e bebidas) de duas salas diferentes, cada uma tendo uma orquestra para proporcionar música ao vivo para dançar. Mas a parte mais sui generis desta festa foi a entrada, pois, a cada congressista era oferecido um (e um só) flute com champanhe. Ora cada um deles tinha no fundo um diamante, numa evidente acção promocional dos diamantes holandeses. No entanto nos mais de dois mil flutes com champanhe servidos à entrada só havia três diamantes verdadeiros, sendo os restantes falsos. Cada congressista tinha que evitar "beber" o diamante e recolhê-lo para fazer o teste e discernir se se tratava de um diamante verdadeiro ou falso. Acontece que nessa festa apenas apareceram dois diamantes verdadeiros. Por isso a organização resolveu, durante a Gala Final, sortear um terceiro diamante entre o congressistas e o diamante veio para Portugal, pois a feliz contemplada foi a MARIA JOÃO TAVARES!

E porque 1988 me traz outras memórias além das da FISM, amanhã haverá novo post.