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sábado, 17 de dezembro de 2022

2020 - ANO QUARENTA E OITO




FALECIMENTO DE FERNANDO COIMBRA "JOFERK"

Para mim este ano ficou marcado negativamente por este infausto acontecimento: o falecimento daquele que havia sido o meu MESTRE, quando eu dava os primeiros passos na prática do Ilusionismo. Seguidamente reproduzo o post que coloquei no Facebook no dia do seu falecimento (19 de Março).

FALECEU FERNANDO COIMBRA “JOFERK”

A notícia apareceu-me de chofre num post partilhado no Facebook: faleceu José Fernando Coimbra... Nunca ninguém está preparado para a partida de um amigo com quem se partilhou tantos e tantos momentos mágicos!
Na minha opinião, o Coimbra foi o ilusionista nortenho de mais relevo da sua geração. O seu “savoir-faire” e o seu talento inato para a magia mereceram, sempre, uma quase unanimidade elogiosa por parte dos seus confrades mágicos de norte a sul do país. E a sua vontade de ajudar os “aspirantes a mágicos” que apareciam foi, sempre, inexcedível. Por vezes prejudicava-se a si próprio para ajudar os outros. Grande HOMEM... Mais ainda do que grande MÁGICO!
E o Coimbra nunca reivindicava para si próprio os louros das iniciativas que liderava ou das ideias que lançava para outros brilharem. O Coimbra pode mesmo ser considerado primeiro responsável por haver, em toda a história da FISM, um Campeão Mundial de Magia de nacionalidade portuguesa. De facto, se o Coimbra não me tivesse incutido o gosto pela magia de proximidade, nomeadamente pelos truques com cartas, eu nunca teria podido transmitir tal gosto ao meu filho. Seguidamente transcrevo alguns excertos do meu livrinho “25 ANOS MAGICANDO...”, nos quais é possível ter uma noção da importância que sempre atribuí ao MESTRE JOFERK.
[...]
Creio que não falhei a presença num único desses espectáculos [Pica-Pau], [...]. Foi, nesse programa, que adoptei o meu primeiro ídolo no âmbito do Ilusionismo. Adivinham de quem se tratava? Se responderam JOFERK, acertaram.
[...]
Esse espectáculo que, inicialmente, estava previsto ser integrado, apenas, por artistas amadores principiantes, acabou por registar a presença de vários artistas consagrados, entre os quais aquele ilusionista que era o meu ídolo: JOFERK. Imaginem os sentimentos contraditórios que então me assaltaram: por um lado o júbilo de ir conhecer, pessoalmente, aquele mágico que considerava como modelo de referência e por outro lado o receio de ver a minha actuação menos apreciada ao estar sujeita a comparação com tão excelente ilusionista. 
[...]
Como era habitual no final de tal tipo de espectáculo houve um convívio entre os artistas intervenientes e foi aí que me apaixonei pelo... close-up. Foi decididamente um caso de amor à primeira vista fruto de uma impecável exibição informal de JOFERK, de que ainda recordo o “Chop Cup” e a “Carta Polaroid”. O que aí presenciei em cartomagia nada tinha a ver com os enfadonhos truques de cartas que, até essa altura, se haviam cruzado comigo nas minhas leituras mágicas. Também o JOFERK me convidou a aparecer no CIF, depois de passar o Verão.
[...]
A partir do último trimestre de 1972, sempre que os estudos permitiam, aparecia nos Fenianos e na respectiva filial de Mouzinho da Silveira: A Fogueira das Meias. Atravessei uma fase de descoberta do Ilusionismo e aprendizagem constante em que o contributo do Coimbra foi, como sempre reconheci, fundamental. 
[...]
A partir de hoje, com a partida do Coimbra, a Magia portuguesa fica, irremediavelmente, mais pobre. 
PAZ À SUA ALMA.


Como se pode perceber, o meu percurso mágico seria totalmente diferente caso não tivesse tido a felicidade de me cruzar com o Coimbra no dia 20 de Maio de 1972. Disso mesmo dei conta neste post do blogue NOV@M@GI@.

Por tudo o que fez pela Magia em Portugal JOFERK merecia estar perpetuado nas páginas da Wikipédia. Foi precisamente isso que tentei fazer quando se completou um ano sobre a sua morte. Infelizmente a Wikipédia não me permitiu fazê-lo conforme relato aqui. Por tal motivo explanei neste post o conteúdo com o qual pretendia dar início à pagina JOFERK na Wikipédia.

Em 1997 JOFERK teve (com todo o merecimento) direito à publicação de um dossier na revista "O Mágico". Participei nesse dossier com o texto que pode ser lido aqui.



THE PRESENT

Tendo terminado a temporada de INVISIBLE TANGO em Los Angeles (GEFFEN PLAYHOUSE), HELDER GUIMARÃES preparava-se para estudar a hipótese de outras cidades americanas para apresentar tal espectáculo quando foi surpreendido pela pandemia COVID-19. Mas HELDER foi capaz de reagir em tempo útil e criou o espectáculo virtual THE PRESENT, transmitido via Zoom.

E como recebi, atempadamente, a "caixinha mágica", pude assistir a mais um espectáculo do meu filho, sem necessidade de uma longa viagem até aos Estados Unidos.


Este espectáculo foi um êxito, conforme notícia publicada em 2 de Junho, que pode ser lida aqui. Naturalmente que, ao constatarem o êxito do formato criado por HELDER GUIMARÃES, diversos mágicos, em várias partes do mundo, copiaram o mesmo. Um dos que o fez foi LUÍS DE MATOS e disso é dado conta neste post de NOV@M@GI@.


O êxito das "sessões normais" do espectáculo THE PRESENT, que tinham uma audiência limitada a 25 lares, conduziu a uma sessão extraordinária final com 6250 lares ligados! A notícia completa pode ser lida aqui.


A Associação Portuguesa de Ilusionismo esteve atenta a este êxito de HELDER GUIMARÃES e galardoou-o com o Troféu API 2020, o qual se foi juntar a idêntico galardão ganho em 2006.


NOTAS DE RODAPÉ

Nota de sinal + : O espectáculo (via Zoom) THE PRESENT.
Nota de sinal + : O Troféu API 2020 atribuído a HELDER GUIMARÃES.
Nota de sinal - : O falecimento de JOFERK.


domingo, 20 de novembro de 2022

2016 - ANO QUARENTA E QUATRO (Parte 2)



CONGRESSO NACIONAL DE ESPANHA

Em Junho desloquei-me a Granada para assistir a este congresso, para o qual o HELDER tinha sido convidado, não só para apresentar uma conferência, mas também para realizar uma gala unipessoal, à qual deu o nome HELDER GUIMARÃES "SOLO".


Além do HELDER destacaria a presença do mago brasileiro RICARDO HARADA com uma excelente actuação inspirada no pintor surrealista René Magritte e uma não menos interessante conferência, em que o clássico efeito "Cone e bola" foi muito bem escalpelizado.



HELDER GUIMARÃES NO DN... E NÃO SÓ!

Em 20 de Janeiro foi publicada no Diário de Notícias uma entrevista com o HELDER, a qual pode ser lida aqui. Na noite anterior havia sido entrevistado pelo Rui Unas no Programa "5 PARA A MEIA-NOITE", que pode ser visto aqui.


UMA ABORDAGEM INSÓLITA

Em 5 de maio recebi (via Facebook) uma mensagem de um jovem mágico com o seguinte conteúdo:


Naturalmente que respondi que deveria contactar directamente o HELDER (Nota: o pai só mete cunha ao filho para obter bilhetes grátis para uso pessoal...), mas fiquei a matutar nesta abordagem. E a lembrar-me que, no meu tempo, ninguém tinha lata para abordar, por exemplo, um SAIUR ou um JOFERK com este tipo de proposta...

NOTAS DE RODAPÉ

Nota de sinal + : A experiência BORROWED TIME de HELDER GUIMARÃES.
Nota de sinal + : Ver o espectáculo VERSO em duas línguas.
Nota de sinal + : O espectáculo "AN EVENING WITH RICKY JAY"
Nota de sinal + : Os espectáculos de MAC KING e PENN & TELLER
Nota de sinal - : A lata de alguma malta nova.


domingo, 10 de julho de 2022

1997 - ANO VINTE E CINCO (Parte 2)

 

25 ANOS MAGICANDO...

Este foi o nome o opúsculo que publiquei com objectivo de marcar os meus vinte e cinco anos de ligação ao Ilusionismo. Tal publicação aconteceu em 8 de Maio  data em que a programação semanal do CIF se intitulou "Uma noite para... JOMAGUY". Na época era um tipo de programação habitual nas quintas-feiras do CIF, em que um elemento da velha guarda era convidado a estar presente e partilhar algumas memórias da respectiva vida mágica.

Aproveitei essa programação, para comemorar a efeméride, distribuindo, aos presentes tal opúsculo, bem como uma fatia de bolo e uma taça de espumante (taça magicamente convertida em copo plástico, claro!).

É um dos momentos dessa comemoração que a fotografia documenta, onde se pode ver, em primeiro plano, JOFERK que foi uma referência determinante nos meus primeiros vinte e cinco anos de Ilusionismo.


A FISM EM DRESDEN

Depois de ter estado ausente da FISM realizada em 1994 no Japão, a expectativa para ver Magia ao mais alto nível era, naturalmente, muito elevada. Por isso os últimos dias antes da partida "demoraram uma eternidade" a passar, sentimento que era partilhado pelo HELDER que iria assistir à sua primeira FISM (Nota: aquela história de ter assistido à FISM de Lausanne em 1982 no ventre materno foi mesmo só para fazer piada).

A esta FISM também fui investido no papel de representante oficial do CIF e, logo à chegada, tive o dissabor de verificar que não aparecia a minha documentação, apesar da minha inscrição estar registada no respectivo sistema informático. Até que ela aparecesse, passou cerca de uma hora, tempo que teria sido muito melhor aproveitado a assistir a alguma das conferências que já decorriam.

Sobre esta FISM escrevi uma detalhada reportagem de 13 páginas que saiu na edição de Setembro / Outubro de 1997 da revista MAGIA do CIF (Nota: desde o início de 1997 o CIF tinha retomado a publicação bimestral da sua revista MAGIA em substituição da publicação mensal do boletim informativo A FOLHA MÁGICA). Irei, neste post, referir os pontos mais importantes dessa reportagem.

Nas Galas de Palco destaco CLEMENS VALENTINO, CHAPEAU, TOM VOSS, TOMMY WONDER, JORGOS, MAKHA TENDO, JOHNNY LONN, OMAR PASHA, NATHAN BURTON, CHRISTOPHER HART e PIERRE BRAHMA.

Na Gala de Close-up todos os intervenientes merecem o meu destaque. Foram eles JOHN CARNEY, RAMBLAR, TIM ELLIS, EUGENE BURGER, PAUL GERTNER, PIT HARTLING e DAVID WILLIAMSON. A apresentação esteve a cargo de ALI BONGO e isso também contribuiu para eu considerar esta a melhor de todas as galas desta FISM. DAVID WILLIAMSON foi o artista que fechou a Gala e fê-lo com uma dose reforçada "daquela loucura" com que nos havia habituado em anteriores congressos. Seguidamente reproduzo o que escrevi sobre tal actuação na supracitada reportagem.

  • David Williamson - Fechou a gala. Este artista (crazy, crazy, crazy) já atingiu um estatuto entre os mágicos que lhe permite fazer (quase...) tudo e obter sucesso sem (quase...) fazer magia. Foi o caso dessa noite em que só apresentou um efeito (o qual, inclusivé, falhou na 1ª tentativa): a carta vista pelo espectador desaparece e é vomitada (?!?!?!) pelo ilusionista. No entanto este efeito demorou, seguramente, mais do que vinte minutos a apresentar dado que a escolha duma espectadora que só entendia alemão (língua que Williamson não fala) obrigou à obtenção da apropriada tradução: eu traduzi de inglês para português e vice-versa, o Joy traduziu entre português e francês e um terceiro congressista traduziu entre francês e alemão. A situação tornou-se fortemente hilariante dada a capacidade histriónica do actuante para seguir as nossas traduções sucessivas. Como final David Williamson anunciou que iria realizar autênticos efeitos de close-up, os quais, portanto teriam que ser seguidos através do ecrã gigante. Por isso chamou o cameraman para filmar a mesa em plano picado e começou a executar um chink-a-chink de moedas. Após alguns passes levantou-se para ir buscar uma Coca Cola... e, no ecrã gigante, a actuação continuou!... Tratava-se de uma gravação antecipada, a qual, inclusivamente, integrava ostensivos truques de filmagem numa crítica óbvia aos artistas que utilizam tais métodos nos seus programas de TV.

Também houve uma Mini-gala "Especial Close-up" onde se destacaram JUAN TAMARIZ (que também a apresentou) e LISA MENNA.

No que se refere as conferências, a FISM de DRESDEN proporcionou excelentes e variadas possibilidades. A conferência histórica sobre HOFZINSER de MAGIC CHRISTIAN e a conferência sobre "magia de rua" de CELLINI foram dois bons exemplos dessa variedade. Além destas, também pude assistir às conferências de RAMBLAR, DAVID WILLIAMSON, EUGENE BURGER, PAUL GERTNER, FERTIGE FINGER, HIRO SAKAI, TOMMY WONDER e PAVEL. Resumindo e concluindo: consegui assistir a metade das vinte conferências programadas e todas me agradaram.

Nos concursos de palco destaco os premiados JUNGE JUNGE, SONNY FONTANA, RICHARD McDOUGALL, JULIANA CHEN e, naturalmente, o vencedor do Grand Prix, IVAN NECHEPORENKO (cuja rotina pode ser vista aqui). Nos concursos de mesa merecem destaque os premiados BORIS WILD, JORG ALEXANDER, THOMAS MEIER, SIMO AALTO e MANUEL MUERTE.

Nos concursos estiveram presentes dois portugueses: SERIP (em Invenção) e SALGUERY (em Magia Geral). SERIP esteve mal, pois as salsichas incendiaram-se e o bombeiro de serviço teve que entrar em palco e despejar o conteúdo de um extintor no interior do aparato em chamas. SALGUERY esteve bem, mas uma rotina de rolas para se destacar num concurso FISM tem que ter algo mais do que a mera perfeição técnica.

Por fim uma referência para LUÍS DE MATOS que foi artista convidado numa das Galas de Palco. A sua prestação ficou afectada pelo percalço dum "lenço voador"... que se recusou a voar.

Nesta FISM a presença portuguesa foi bastante notada durante todo o congresso, fruto da atitude activa de todos mágicos portugueses na promoção da candidatura da API à organização da FISM 2000 em Lisboa.  E como a candidatura saiu vencedora, tivemos a oportunidade de ver o auditório do Kulturpalast repleto de bandeirinhas portuguesas a serem agitadas, enquanto o testemunho de Presidente da FISM era passado para HORCAR.

Infelizmente, HORCAR não iria cumprir este mandato, pois, em 4 de Dezembro, faleceu de forma totalmente inesperada. Por comparação com o sucedido após a morte do PROF. SITTA, temeu-se que Portugal fosse perder a organização da FISM 2000. Felizmente MARQUES VIDAL conseguiu tomar as rédeas do projecto e levar a bom porto tal organização.

E o mês de Dezembro voltaria a causar o luto na comunidade mágica portuguesa, pois, no dia 15, ocorreu o falecimento de SAIUR, um nome incontornável na dignificação do Ilusionismo como Arte, sendo preponderante a sua acção no associativismo mágico lisboeta.

NOTAS DE RODAPÉ

Nota de sinal + : A FISM de Dresden.
Nota de sinal + : A atribuição da organização da FISM 2000 à API.
Nota de sinal + : Os meus "25 anos magicando..."
Nota de sinal + : O "anti-vedetismo" de DAVID WILLIAMSON.
Nota de sinal - : O falecimento de ARTURO DE ASCANIO.
Nota de sinal - : O falecimento de HORCAR.
Nota de sinal - : O falecimento de SAIUR.

sábado, 2 de julho de 2022

1996 - ANO VINTE E QUATRO


FESTIVAL DE S. JOÃO BOSCO E COLABORAÇÕES LITERÁRIAS

Magicamente o ano começou, para mim, no Festival S. João Bosco, promovido pelo CIF, durante o qual, recebi o troféu MÁGICO DO ANO 1995 na categoria "Close-Up" conforme pode ser lido aqui. Infelizmente tal evento mágico foi palco de um acontecimento trágico: o falecimento de HORTINY, nos bastidores do palco, poucos momentos após o fim da Gala de Palco. Em 2021, quando se completaram 25 anos sobre o infausto acontecimento, publiquei um texto para o lembrar, o qual pode ser lido aqui.

Em Fevereiro foi eleita a nova Direcção do CIF, da qual eu fazia parte como Vice-Presidente, e o meu envolvimento na publicação da FOLHA MÁGICA recrudesceu, com a produção de conteúdos diversificados e a reformulação do respectivo aspecto gráfico. No que respeita a conteúdos diversificados procurei, aqui e ali, introduzir alguma dose de humor através da publicação de NOTÍCIAS OFF-RECORD.

A minha colaboração literária para a revista O MÁGICO continuou durante o ano e, além da secção TEMAS DE CLOSE-UP, elaborei outros conteúdos. Entre eles quero relembrar o artigo, publicado na respectiva edição de Junho, intitulado "Um Achado Bibliográfico - THESOVRO DE PRVDENTES de Gaspar Cardozo de Sequeira", onde era revelada a existência de um livro de um autor português, publicado em Portugal em 1612, que descreve truques que se pensava terem sido descritos pela primeira vez largas dezenas de anos mais tarde. A descoberta deste livro foi fruto da pesquisa empenhada de TONY KLAUF.


LISBOA É MÁGICA

No início de Junho tivemos a CONVENÇÃO API, a qual adoptou o slogan "LISBOA É MÁGICA". Esta convenção, que se realizou no Teatro Taborda, teve como ponto alto uma Gala de Close-up de Homenagem a ARTURO DE ASCANIO, a qual teve um conjunto de intérpretes ligados a ASCANIO por fortes laços de amizade e grandes doses de aprendizagem dos conceitos mágicos do Mestre. Portanto, além do próprio ASCANIO, actuaram: PEDRO LACERDA, ROBERTO GIOBBI, AURELIO PAVIATO, CARLOS VAQUERA e BERNARD BILIS. Foi, naturalmente, uma gala insuperável!

Na Gala de Palco destaco as presenças de NICHOLAS NIGHT & KINGA, JEFF McBRIDE e LUNA SHIMADA e todas as conferências (BERNARD BILIS, CARLOS VAQUERA, NICHOLAS NIGHT, JEFF McBRIDE e ASCANIO) foram de elevado nível e interesse. Foi durante esta convenção que a API entregou ao Secretário Geral da FISM o dossier da candidatura de Lisboa à organização do CONGRESSO MUNDIAL DE MAGIA FISM 2000. 


MAGICVALONGO

Em finais de Setembro realizou-se a quinta edição do MAGICVALONGO. Participei como concorrente em Magia de Mesa e obtive o 2º lugar. Entre os convidados destaco os estrangeiros PATRICK PAGE e ALI BONGO que proporcionaram excelentes actuações e conferências.Também merece referência o argentino MAD MARTIN, especialmente, pela respectiva actuação na Gala de Close-up. Entre os convidados portugueses esteve JOFERK que parecia querer mudar de "imagem" ao apresentar-se como COIMBRA'S.


Enquanto decorria o MAGICVALONGO, soube do falecimento do Prof. Armindo de Matos, que fora um dos fundadores do CIF e da firma Magiarte.


ESTORILMÁGICO - CASCAIS 96

Na sua segunda edição, este Festival Internacional de Magia não desmereceu todos os elogios feitos à primeira edição e apresentou excelentes convidados em palco (JULIANA CHEN, BERTRAN LOTTH, AMOS LEVKOVITCH, STEVE SHERATON e JUAN MAYORAL) e em mesa (CAMILO VASQUEZ; MICHAEL WEBER e JOHN CARNEY). No conjunto das seis conferências programadas destacaria a dos três últimos mágicos referidos e a de JUAN MAYORAL.

Participei neste evento como concorrente, não tendo obtido prémio. O HELDER também participou como concorrente em Magia Juvenil e foi classificado em 2º lugar (O primeiro classificado foi JORGE SANCHEZ, agora mais conhecido como JORGE BLASS).

DIVERSOS

Mais uma vez realizei diversas actuações a bordo do navio FUNCHAL, integrado no respectivo staff de animação.

Adquiri os livros THE BOOKS OF WONDER, uma verdadeira jóia da literatura mágica, na qual TOMMY WONDER reuniu toda a sua maneira de pensar a Magia. São livros imprescindíveis na formação de qualquer mágico.

DOMINGO EM CHEIO foi o título de um programa transmitido na RTP ao domingo à noite com apresentação de Luís de Matos. Não foi um programa de Magia, mas sim um programa de entrevistas. Na noite de 16 de Junho o entrevistado foi Júlio Isidro. A propósito de tal escolha de convidado escrevi em "A FOLHA MÁGICA" (CIF) de Julho de 1996 um texto que está reproduzido aqui.

NOTAS DE RODAPÉ

Nota de sinal + : O ESTORILMÁGICO - CASCAIS 96
Nota de sinal + : A CONVENÇÃO API 96
Nota de sinal - : O falecimento de HORTINY.
Nota de sinal - : O falecimento do Prof. Armindo de Matos.

domingo, 26 de junho de 2022

1995 - ANO VINTE E TRÊS (Parte 2)

 

ACTUAÇÕES, ETC.

Uma das minhas actuações que relembro, como se fosse hoje, foi a que integrou o espectáculo MAGIA NA PRAÇA, que o CIF promoveu num palco instalado em plena Praça General Humberto Delgado, mesmo em frente à Câmara Municipal do Porto. E relembro porque foi a primeira vez que apresentei o programa que designei "Rotina do escocês". Ora, a certa altura da rotina, o técnico de som tinha que substituir uma cassete por outra, mas não respeitou o combinado. De repente, estava eu nas minhas evoluções na periferia do palco e, sempre que passava perto dos bastidores, gritava para dentro:"Mudem a cassete". Por fim, lá consegui ser ouvido e pude arrancar para o final da rotina.

Neste espectáculo MAGIA NA PRAÇA (que foi fruto do espirito empreendedor de JOFERK) também actuou o grupo SKORPIUS, que apresentou um número diferente daquele com que se tinha estreado. Desta vez apresentámos uma CABINE ESPÍRITA, do género daquela com a qual trabalháramos eu e o UL-DE-KAR, 20 anos antes, no espectáculo de JOHN CALVERT. No entanto, em termos técnicos, optámos por uma solução bastante diferente.

Mais uma vez, passei parte das férias embarcado no navio FUNCHAL como parte do respectivo staff de animação.

Em Outubro a revista TV7DIAS incluiu um pequeno dossier sobre Ilusionismo e eu fui um dos entrevistados para tal. Convenhamos que o título "Um pioneiro da TV" é exagerado, pois pioneiros da TV em Portugal terão sido SIR BLACK e CONDE D'AGUILAR que, pelo que sei, foram os ilusionistas que aparecerem nas primeiras emissões da RTP. 

No entanto aquele "pioneiro" pode ser entendido como relativo à apresentação de uma rotina de "Magia de Close-up" num programa prime time da TV em Portugal, pois, tanto quanto é do meu conhecimento, a minha intervenção no programa "O Foguete" (do qual foi obtida a fotografia que documenta a breve entrevista) terá tido essa dose de "pioneirismo".

Em Dezembro iniciou-se a publicação de O MÁGICO. Esta revista correspondeu a uma nova vida do projecto "REVISTA DO CMP", tendo MAIK MAGIC colocado à frente da nova publicação um Conselho Editorial constituído por Dr. Jorge Teixeira e SAIUR. Com a garantia de qualidade da revista que esta "dupla" dava não tive qualquer rebuço em aceitar o convite para colaborar. E assim passei a ser o responsável pela secção "Temas de Close-up" cujo cabeçalho reproduzi acima.

Na FOLHA MÁGICA do CIF de Dezembro foi anunciada a atribuição de três galardões "Mágico do Ano", tendo eu sido contemplado com o prémio na área de Close-up.

Também foi em Dezembro que LUÍS DE MATOS "adivinhou" os números da chave do Totoloto, numa notável operação de marketing para lançamento do seu primeiro livro, O MUNDO MÁGICO DE LUÍS DE MATOS. Para espanto de muita gente, estive presente no Edifício Chiado (Coimbra) no momento da revelação da previsão efectuada.

NOTAS DE RODAPÉ

Nota de sinal + : O ESTORILMÁGICO - CASCAIS 95
Nota de sinal + : O reaparecimento da FOLHA MÁGICA do CIF
Nota de sinal + : O início da publicação de O MÁGICO.

domingo, 29 de maio de 2022

1991 - ANO DEZANOVE (Parte 2)

 


MAIS UM NAVIO PARA A "COLECÇÃO"...

Durante este ano voltei a integrar a animação de cruzeiros. E fi-lo em dois navios distintos (fretados por empresas diferentes). Assim, a par do meu já conhecido DMITRIY SHOSTAKOVICH (Agência Abreu), também "fiz uma perninha" a bordo do navio VASCO DA GAMA (Arcália Shipping).

...E MAIS UM FESTIVAL DA FIGUEIRA DA FOZ

Neste festival estive presente como convidado (actuei na Gala de Close-up) e tive oportunidade de conhecer pessoalmente ANTÓNIO FERRAGUT, um excelente pensador de Magia, com uma grande capacidade de análise dos pormenores capazes de transformar um truque numa verdadeira jóia mágica. Também foi excelente beber os ensinamentos transmitidos pelo incomparável GAETAN BLOOM.




Foi também este o ano em que DICK MARVEL organizou, em Espinho, o 1º SEMINÁRIO PORTUGUÊS DE ILUSIONISMO / 2º FESTIVAL DE MAGIA DE RUA, o qual teve como principais convidados FANTASIO, PIERRE EDERNAC e RON MacMILLAN. Além destes "nomes sonantes" também esteve, como convidado, o HELDER.

A MAGIA DA MATEMÁTICA

Relembro o que escrevi num dos primeiros posts deste blogue, a propósito da actuação improvisada de JOFERK no convívio realizado após o primeiro espectáculo em que partilhámos o palco.

"O que aí presenciei em cartomagia nada tinha a ver com a maioria dos truques de cartas (enfadonhos, devo referir) que, até essa altura, se haviam cruzado comigo nas minhas leituras mágicas." (sic)

Esses truques de cartas que apelidei de "enfadonhos" eram truques baseados em princípios matemáticos que envolviam muitas contagens. O que eu ainda não tinha descoberto era que aquilo que os tornava "enfadonhos" não eram os princípios matemáticos envolvidos, mas a apresentação que era adoptada. 

Essa "epifania" aconteceu em Novembro deste ano quando adquiri o livro "Matemática, Magia e Mistério" da autoria de Martin Gardner. A partir da respectiva leitura abriu-se, na cartomagia, um "novo mundo" para mim e o truques de base matemática passaram a merecer a mesma atenção que os restantes.

Por último quero deixar a nota do falecimento de ALBERT GOSHMAN, um dos mágicos especialistas em close-up mais impactantes que alguma vez tive oportunidade de ver actuar ao vivo.

NOTAS DE RODAPÉ

Nota de sinal + : Ter tido na mão a "Lâmpada voadora" de HARRY BLACKSTONE Jr..
Nota de sinal + : Ter descoberto a verdadeira Magia da Matemática.
Nota de sinal - : O falecimento de GOSHMAN.

domingo, 8 de maio de 2022

1988 - ANO DEZASSEIS (Parte 2)


CONDE D'AGUILAR

Faleceu a 12 de Fevereiro deste ano, com 79 anos, aquele que é, muito provavelmente, o nome do mais conhecido ilusionista para o público português de meados do século XX. 

CONDE D'AGUILAR teve uma carreira internacional, tendo, inclusive, trabalhado para elementos da realeza em alguns países, de acordo com a respectiva biografia publicada no "Dicionário do Ilusionismo em Portugal".

Alguns anos antes do seu passamento, tive oportunidade de o conhecer pessoalmente. Aconteceu na "Fogueira das Meias" (estabelecimento comercial de JOFERK, que era, por excelência, o ponto de encontro de mágicos que passavam pelo Porto) e pude constatar que, apesar de já estar no ocaso da carreira, continuava a manter o porte nobiliárquico que, de certa forma, justificava o uso do nome artístico CONDE D'AGUILAR.

Aqui podem ser vistas as referências que lhe foram feitas no programa da Semana Internacional de la Magia y la Ilusión, organizada em Salta (Argentina) pelo Círculo Mágico Argentino, onde esteve como convidado.

Em 1954, teve uma presença regular semanal nos ecrãs da RTP com um programa em que explicava truques de ilusionismo, provocando reacções adversas de muitos mágicos profissionais e amadores. Esses truques foram, posteriormente, publicados num livrinho editado pelo patrocinador do programa.



ACTUAÇÕES NO "ESTÚDIO 4" E MAIS

"Estúdio 4" foi o nome de um programa das tardes da RTP 1 transmitido em directo e produzido nos Estúdios do Lumiar (Lisboa). Estive presente para uma primeira intervenção em 15 de Abril. Como, em cada semana, a produção adoptava um tema distinto para as perguntas dos concursos incluídos no programa, aproveitei para lhes sugerir que dedicassem uma semana ao Ilusionismo. A sugestão começou por ser aceite e pareceu-me que iria haver uma "Semana do Ilusionismo". Posteriormente houve um ligeiro desvio da perspectiva inicial e baptizaram a semana que decorreu de 4 a 8 de Julho como "Semana da Fantasia". Mesmo assim algumas perguntas sobre Ilusionismo que alvitrei foram integradas nos concursos e eu estive presente nos programas emitidos em 4, 6 e 8 de Julho. Seguidamente aqui deixo um video com duas dessas actuações "recuperadas" a partir das velhinhas gravações Betamax.

Quem também  teve oportunidade de assistir a estas minhas actuações foi o MANOLO, que, nessa altura, já tinha emigrado da Venezuela para Portugal. No entanto só viria a conhecê-lo pessoalmente no final deste ano, quando ele apareceu no CIF.

No Verão voltei a integrar o staff de animação de cruzeiros a bordo do navio DMITRIY SHOSTAKOVICH.

Participei na Convenção API-88 que, face à parceria estabelecida com a Câmara Municipal da Amadora para a realização do "1º Festival de Magia da Amadora", conseguiu arcaboiço orçamental para contratar PEPE CARROLL, AURELIO PAVIATTO e PEPE DOMINGUEZ.

O Dr. Jorge Cabral Araújo publicou o livro "Histórias de Mágicos" no qual reuniu algumas histórias mais ou menos picarescas de vários mágicos. Entre elas está uma história que aconteceu comigo.

NOTAS DE RODAPÉ

Nota de sinal + : A FISM de Haia.
Nota de sinal + : A presença no programa "Estúdio 4"
Nota de sinal - : O falecimento de CONDE D'AGUILAR.

sábado, 23 de abril de 2022

1986 - ANO CATORZE (Parte 1)

 


7º FESTIVAL MÁGICO DA FIGUEIRA

Neste festival estive, simultaneamente, como concorrente e actuante convidado. Naturalmente que a rotina que apresentei na disciplina de Manipulação foi totalmente diferente daquela que apresentei, como convidado, numa das galas de palco. E obtive, no concurso dessa modalidade, o 2º lugar.

Também me apresentei, a concurso, nas modalidades de Micromagia e Cartomagia, obtendo, em cada uma delas o 2º lugar. Em Micromagia este prémio (2º) foi partilhado ex aequo com o mágico que, em 1972, me deixara de queixo caído precisamente com uma rotina de Micromagia: JOFERK.

Este festival permitiu-me, ainda, apreciar a excelente actuação de rua de DONALD "Malo, El Malíssimo", bem como a respectiva conferência sobre tal tipo de magia.

A presença da RTP na Figueira da Foz, para gravar o festival, teve uma pequena influência minha que irei, seguidamente, detalhar.

Naquele tempo, os apoios aos festivais de magia eram reduzidos, pelo que, a presença da televisão (com o correspondente pagamento de cachet) se afigurava de primordial importância para o orçamento da organização. Por isso o Fausto Caniceiro convidou a RTP a deslocar-se à Figueira da Foz e gravar o Festival.

Ora, numa das minhas deslocações aos Estúdios RTP do Monte da Virgem, para gravar alguns episódios da rubrica "Momento de Magia" fui abordado pelo então Director de Programas da RTP-Porto (Sr. Elísio Oliveira) no sentido de colher a minha opinião sobre uma eventual anuência da RTP ao convite do Fausto Caniceiro.

Apesar da minha opinião favorável, o Sr. Elísio Oliveira manteve-se bastante céptico a esse respeito, argumentando com uma experiência num anterior Festival da Figueira que havia redundado em fracasso, pois "os espectáculos de gala do Festival não tinham ritmo" (sic).

Ao sair dessa breve reunião fiquei com a impressão que dificilmente haveria gravações da RTP no Festival. Preocupado com a situação, pois entendia que o Ilusionismo português carecia da máxima divulgação, fui repensando no assunto, procurando uma solução capaz de ultrapassar as compreensíveis reservas do Sr. Elísio Oliveira.

Nessa noite surgiu-me uma ideia de formato para um programa de televisão sobre o Festival, o qual ultrapassava os inconvenientes que o Director de Programas da RTP-Porto me havia referido. No dia seguinte, solicitei uma reunião com ele e apresentei-lhe a minha ideia. E consegui desbloquear a situação pois, logo ali, ficou decidido que a RTP iria estar presente para gravar o Festival e adoptaria para a respectiva emissão o formato que eu propusera.

O formato proposto (e aceite) foi o seguinte: os melhores momentos das diversas gravações efectuadas durante o Festival seriam agrupados em blocos, os quais eram apresentados por um actor interpretando textos apropriados ao tipo de Magia do bloco que se iria seguir. Fiquei, desde logo, encarregado de elaborar tais textos. De igual forma, providenciei algum material para que o actor contratado (Alexandre Falcão) pudesse apresentar breves gags mágicos.

O programa viria a ser transmitido na quadra natalícia desse ano. Seguidamente, apresento, um compacto das minhas diversas intervenções no mesmo.

Um outro evento mágico em que estive presente foi o SIMPÓSIO MAGIARTE - 86.

Amanhã haverá novo post relativo a 1986.


sábado, 9 de abril de 2022

1984 - ANO DOZE

 

A MAGIA NA RTP . . .

Em 8 de Março de 1984 foi, finalmente, exibido na RTP 2 o episódio do programa "Nocturno" que incluía a minha participação como convidado. E sublinho "finalmente" pois o mesmo havia sido gravado, nos estúdios da RTP do Monte da Virgem em 18 de Agosto de 1983. Esse programa, além da actuação propriamente dita, também incluiu uma breve entrevista feita no camarim. Aqui está uma parte dela, com a qualidade possível, pois originalmente a gravação foi efectuada num gravador Betamax.

E aqui está a actuação feita nesse mesmo programa.

Na programação da RTP das tardes de domingo existia o programa de entretenimento chamado "A Festa Continua" que era apresentado por Júlio Isidro. Era normal esse programa escolher, em cada semana, um tema diferente para moldar o guião do programa e escolher o respectivos convidados. Por isso, quanto foi anunciado que o programa "A Festa Continua" do dia 15 de Abril seria dedicado ao Ilusionismo, fiquei entusiasmado com a perspectiva de assistir a exibições de bons mágicos. Infelizmente tal não aconteceu e o programa foi uma autêntica "palhaçada" (no mau sentido).

Nessa altura um grupo de ilusionistas (Eng. António Cândido, JOFERK, UL-DE-KAR, ZÉPI, JOMAGUY e FERKAR) havia formado um "Círculo Mágico" com o intuito de desenvolver trabalho de pesquisa na área da Magia de Close-up. Éramos todos sócios do CIF, mas o funcionamento do "Círculo Mágico" não se integrava na programação das actividades do CIF. Perante a abordagem que havia sido dada à nossa Arte, o "Círculo Mágico" escreveu a Júlio Isidro uma carta a repudiar a mesma. 

Dessa carta foi dado conhecimento ao Conselho de Gerência da RTP, às entidades mágicas portuguesas e a diversos orgãos de comunicação social e nela se escreveu o seguinte:

"De facto, o senhor, no seu programa, serviu-se do Ilusionismo sem, minimamente, ter servido o Ilusionismo e uma Arte não deve ser vilipendiada de tal forma. Não! Não se trata de falta de humor da nossa parte, pois até encaramos como lógicas as brincadeiras que, sobre o Ilusionismo, decidiu apresentar; mas, simplesmente, entendemos que, a par dessas brincadeiras, deveria privilegiar a apresentação de Ilusionismo (do autêntico) em prejuízo, por exemplo, da Música, o que seria, naturalmente, um benefício para o contexto do programa. Mas nem uma só apresentação de um ilusionista houve!... E porquê? Naturalmente, só o senhor o saberá... Mas o seu arrojo foi mais longe, utilizando aparelhos de Ilusionismo "para fazer uns truques", revelando, por vezes, devido à sua falta de preparação (perfeitamente adequada a um espectáculo inter-sócios de uma colectividade da província), a forma de os executar.
Por tudo o que atrás expomos, queremos manifestar-lhe o nosso mais profundo repúdio, como ilusionistas e como portugueses espectadores de televisão dos anos 80.
O resultado de formas de agir como a sua (enquanto responsável de “A Festa Continua") é traduzido pelo facto do Ilusionismo, ainda hoje, ser considerado como "arte menor", em Portugal, enquanto, em muitos outros países, já atingiu a maioridade."
(sic)


Nós não fomos os únicos a levantar a voz contra tal "palhaçada". O mesmo fez JÓNIO na sua colaboração nas páginas da folha informativa de "HORTINY MÃOS MÁGICAS ESTÚDIO". Seguidamente apresento, com a devida vénia, a reprodução de tal escrito.


Felizmente a RTP viria, ainda em 1984, a dar um tratamento bem diferente à Arte Mágica pela mão de Carlos Cruz no concurso "Um, Dois, Três" transmitido em 20 de Novembro. Aí tivemos a oportunidade de ver as mais diversificadas actuações de mágicos portugueses (JODIVIL E MARGOT, SERAVAT, DIOGO, MARIA JOÃO TAVARES, FRED ALAN e PAULO VILHENA) e uma paródia ao Ilusionismo feita com mestria pelo saudoso actor Carlos Miguel "Fininho". Claro que o facto da produção do programa ter tido, como assessor, um mágico profundamente conhecedor (JODIVIL) muito ajudou a não cair na tentação de apresentar uma "palhaçada" similar à de "A Festa Continua". Pena foi que a demora nas gravações "provocasse" num dos números a necessidade, na edição, de abusar na inclusão de imagens do público.

Aqui se relembra a intervenção do "Fininho".


. . .  E O RESTO

O MagicPorto CIF 84 permitiu-me voltar a apreciar uma conferência de CAMILO VASQUEZ. É curioso verificar que há mágicos cujas conferências sempre nos proporcionam novos ensinamentos, mesmo quando a elas já havíamos assistido anteriormente. CAMILO VASQUEZ é um deles. Também estive presente na Convenção API  que se revelou uma excelente jornada de convívio com boa Magia.

Em termos de novas aprendizagens também quero referir os livrinhos "Los Cinco Puntos Mágicos" (de JUAN TAMARIZ) e "Psicologia del Empalme" (de ARTURO DE ASCANIO), os quais, sendo "livrinhos" no que se refere à respectiva envergadura física, poderão ser considerados "grandes tratados" sobre as matérias que abordam.


Neste ano continuei a diversificar os locais das minhas actuações, procurando, sempre que possível,  divulgar a Magia de Close-up com intervenções de tal género mágico, como foi o caso da "Discoteca Pub Gatsby". E claro, quando se tem um nome artístico do género "JOMAGUY", corre-se sempre o risco de o ver escrito das maneiras mais variadas.

NOTAS DE RODAPÉ

Nota de sinal + : A série de programas "Nocturno" (RTP 2) e o "Concurso Um, Dois, Três" (RTP 1) que proporcionaram aos telespectadores diversas actuações de mágicos.
Nota de sinal - : O programa "A Festa Continua" dedicado ao Ilusionismo.

sábado, 12 de março de 2022

1980 - ANO OITO


JORNADAS MÁGICAS CIDADE DE LISBOA

Este foi o evento mágico que marcou o ano de 1980 em Portugal. Como o próprio nome indica realizou-se em Lisboa, mas teve uma participação artística alargada, juntando intervenientes do norte e do sul do país, como se pode ver pela lista dos artistas convidados. Foi uma excelente jornada de propaganda do Ilusionismo junto do público alfacinha, na qual também participei actuando numa das galas.

Também participou no elenco o meu amigo (e mestre) JOFERK. Tendo, há algum tempo, começado a trabalhar com a ajuda da sua esposa Cristina, ainda não se tinha decidido por um nome artístico para a dupla. Por isso, no programa deste evento, constava JOFERK AND KATIE, que, tanto quanto me lembro, foi um nome pouco duradouro.

Também registo, neste evento, a participação especial de JUAN TAMARIZ, que proporcionou mais uma imperdível conferência. Já agora, aproveito para referir que foi também este ano que, por gentileza do JODIVIL, tomei contacto com a publicação "Método Simbólico" da autoria de JUAN TAMARIZ. É uma daquelas "ideias loucas" do mestre espanhol que, a meu ver, não teve a divulgação e adesão que merecia. Em breves palavras pode descrever-se sucintamente a mesma como sendo "uma estenografia para descrever truques com cartas". E que jeito dava adoptar tal método para tomar apontamentos numa conferência de cartomagia.



MICHAEL'S AT MONTECHORO

Antes deste evento eu tinha cumprido o meu primeiro contrato com o MICHAEL'S AT MONTECHORO. Esta casa era um restaurante existente nos arredores de Albufeira, que primava, na época, por apresentar espectáculos que rivalizavam, em qualidade e glamour, com os espectáculos dos Casinos do Algarve. Virado, maioritariamente, para os turistas estrangeiros atraídos pelo clima algarvio, não descurava os clientes portugueses (que, de certa maneira, lhe garantiam poder estar aberto o ano inteiro), apresentando a sua publicidade em inglês e português.


NADA NA MANGA... E MAGIGRAM

Como referi num post anterior havia efectuado em 16 de Novembro de 1979 a minha primeira gravação televisiva. O episódio do programa NADA NA MANGA em que actuei foi emitido em 17 de Fevereiro deste ano, ou seja, decorreram três meses entre a gravação e a emissão. Infelizmente, demorou um pouco mais o pagamento do cachet, pois só viria a recebê-lo cinco meses após a emissão do programa (Julho). Anos mais tarde, ao verificar os tempos que, normalmente, mediavam entre a prestação de um serviço a uma entidade estatal e o recebimento dos respectivos honorários, viria a reavaliar tal demora como perfeitamente aceitável...

Foi também, em 1980, que foi publicada a minha primeira colaboração numa revista mágica estrangeira. Tratou-se do meu efeito "Jumping Joker Surprise", o qual mereceu ser incluído na rubrica GANSON'S "TEACH-IN" da responsabilidade do reconhecido LEWIS GANSON. E mais do que o facto da minha colaboração ter merecido a publicação em tal rubrica, o que me deixou mais "babado" foram as palavras elogiosas de GANSON a propósito da mesma.

NOTAS DE RODAPÉ

Nota de sinal + : A publicação de um original meu na revista MAGIGRAM.
Nota de sinal - : A demora de pagamento do cachet da minha participação no NADA NA MANGA.

domingo, 20 de fevereiro de 2022

1977 - ANO CINCO (Parte 2)


FESTIVAL DA FIGUEIRA, ESCORIAL E CONVENÇÃO API

Entre 9 e 12 de Junho decorreu mais um Festival Mágico da Figueira, no qual estive presente, apenas como espectador. Recordo as  excelentes  conferências de ALDO COLOMBINI (ainda usando o nome FABIAN), RODEN e CAMPS. Foi nesta última que tomei contacto, pela primeira vez, com uma rotina de "Peixe cortado e recomposto", que iria servir de base de trabalho para construir aquela que é a minha rotina. Um dos complementos culturais desta edição do Festival Mágico da Figueira foi uma exposição de 42 quadros de um artista local (Zé Carlos), glosando 42 truques, mais ou menos icónicos, que são apresentados pelos ilusionistas. 

O grande açambarcador de prémios do Festival foi JOFERK, que, entre outros mais, obteve quatro primeiros prémios (Magia Geral, Magia Cómica, Micromagia e Grandes Ilusões), mostrando, uma vez mais, que era um artista eclético. Também é de referir JODIVIL & MARGOT que obtiveram o Grande Prémio do Festival. Durante este recebemos a notícia da morte de Eduardo Relvas "SAVLER", que era referido, carinhosamente, dentro da comunidade mágica portuguesa, como "Pai Relvas".

Eu, tendo passado o Festival num dolce far niente, voltaria, dias mais tarde, à Figueira da Foz, para trabalhar, cumprindo um contrato com o Casino da Figueira. Para tal tive que fazer "alguma ginástica" relativamente às aulas em que deveria estar presente. Como a última noite de trabalho foi num domingo e, na manhã de segunda feira eu tinha uma aula importante às 10h30 projectei o meu regresso para bem cedinho nesse dia. Faltaria conscientemente às aulas das 8h30 e 9h30, mas estaria presente nessa "aula imprescindível" das 10h30. Assim quando, por volta das 2h00 da madrugada subi para o quarto no hotel onde estava hospedado (Albergaria Nicola, mesmo em frente ao Casino), pedi para ser despertado às 6h30. Portanto quando acordei e vi as horas, soltei uma imprecação de raiva contra o recepcionista pois já passava das 10h00. Nada havia a fazer. Já só poderia assistir às aulas da tarde. Claro que, ao fazer o check-out, fiz o reparo relativamente ao facto de não ter sido despertado na hora prevista. E fui surpreendido com a resposta do recepcionista. Tinha-me telefonado às 6h30, eu atendera e agradecera o aviso. Por isso até estranhara eu não tivesse descido após meia hora, mas pensou que, provavelmente, o pedido de despertar era fruto da necessidade de tomar alguma medicação à hora marcada. Não tive dúvidas que a resposta fora sincera, mas eu não me lembrava de ter atendido o telefone. Faltei à "aula imprescindível" mas aprendi uma lição. A partir desse dia sempre que, estando hospedado num hotel, tive necessidade de ser despertado a horas muito matutinas, optei por afastar o telefone para bem longe da cama, para me obrigar a sair do leito quanto tivesse necessidade de o atender.

Entre 28 e 30 de Outubro participei nas Jornadas Mágicas do Escorial. Fi-lo na companhia de JOFERK, MAURY e IVO (Fred Alan). Este encontro mágico tem uma componente muito pessoal do respectivo organizador (JUAN TAMARIZ) que, na época, juntamente com ASCANIO, era o "motor" da Escuela Magica de Madrid. Foram dias intensos essencialmente preenchidos por Cartomagia. Para descontrair tivemos a visitas dos amigos NICHOLS & HONEY, aproveitando para conviver durante um almoço num restaurante das redondezas.

Ainda hoje recordo a maestria que GABRIEL MORENO e LUÍS GARCIA demonstraram ao abordar o tema Second Deal. Pareciam extra-terrestres... Para além dos apontamentos fornecidos relativamente a cada um dos temas tratados, foi neste evento que adquiri o primeiro volume de LA MAGIA DE ASCANIO ("edición canutillo" da Escuela Magica de Madrid), que tanto me ajudou a começar a entender os conceitos teóricos do mestre ASCANIO.

O ano de 1977 proporcionou-me, ainda, a participação em mais um evento mágico: a Convenção API que decorreu nos dias 26 e 27 de Novembro. Entre as três conferências do evento ficou-me na memória a de CAMILO VASQUEZ, o Campeão Mundial FISM 1973 de Micromagia e, também ele, um elemento destacado da Escuela Magica de Madrid. Dado o facto de já ter terminado o curso, mas ainda não ter emprego, aproveitei esta convenção para "ganhar uns cobres", tendo a minha primeira experiência como Magic Dealer. Para tal fabriquei  o material para três truques que criara a partir de outros já existentes. Eis a reprodução dos envelopes de dois deles.


NOTAS DE RODAPÉ

Nota de sinal + : O projecto SKORPIUS
Nota de sinal + : A presença nas Jornadas Mágicas do Escorial.
Nota de sinal - : O falecimento do "Pai Relvas".

POST SCRIPTUM

Em 11 de Março de 2023 descobri, nos Arquivos da RTP, a gravação de um programa com uma reportagem circunstanciada sobre a Convenção API acima referida. Tal programa está referido neste post.

domingo, 6 de fevereiro de 2022

1975 - ANO TRÊS (Parte 2)

 


JOHN CALVERT E O ESPECTÁCULO MAGICARAMA

Em meados deste ano atracou no Porto o iate MAGIC CASTLE, propriedade do ilusionista JOHN CALVERT, que nele se fazia transportar juntamente com a sua esposa (e partenaire) TAMMY e o seu empregado Henry.  A bordo também vinha todo o equipamento do seu grande espectáculo MAGICARAMA, o qual podia ser apresentado em qualquer cidade costeira em que decidisse parar durante as suas viagens marítimas, bastando, para tal, contratar alguns ajudantes locais.

Foi precisamente isso que aconteceu no Porto. O seu primeiro contacto foi com o JOFERK, o qual o apresentou aos mágicos do CIF. Desde logo ele manifestou a vontade de apresentar o seu espectáculo na nossa cidade, pelo que foi encaminhado para a sala de espectáculos que seria adequada para o efeito e que já tinha alguma tradição de receber espectáculos de ilusionismo (o último havia sido em 1972, com RICHIARDI Jr. como cabeça de cartaz): o Teatro Sá da Bandeira.

Dado que eu tinha um certo à-vontade na língua inglesa disponibilizei-me para ser o seu tradutor na abordagem à gerência do Teatro Sá da Bandeira. Depois do "negócio" ter sido fechado, CALVERT tinha que completar o elenco com "mão-de-obra" local. Ele tentou contratar os quatro assistentes masculinos de que necessitava no âmbito dos ilusionistas jovens do CIF, tendo conseguido apenas três: eu próprio, Raul de Carvalho "UL-DE-KAR" e José Ribeiro "JOY". Nove das dez assistentes femininas que necessitava foram contratadas num casting realizado na sequência de um anúncio publicado na imprensa. Observar tal casting e perceber as razões de CALVERT para optar por uma assistente em detrimento de outra foi uma das muitas lições que a minha temporada junto do grande ilusionista americano me proporcionou. Perceber como se monta um grande espectáculo teatral de duas horas foi outra.

O espectáculo não foi um estrondoso êxito e o facto de ter decorrido em pleno verão também não o favoreceu, mas direi que a grande maioria dos espectadores que a ele assistiram saíram da sala satisfeitos e com a noção de terem passado duas horas de bom entretenimento. Claro que não se pode agradar a toda a gente... Por isso a crítica escrita por CARDINAL na sua colaboração semanal nas páginas do JN, não foi a melhor. E, nessa crítica, a minha colaboração também foi questionada.

Mesmo antes de ler o texto de CARDINAL, já tinha percebido que fazia alguma confusão a certas mentalidades do nosso meio mágico que eu, tendo obtido poucos meses antes o 1º Prémio de Manipulação no Festival Mágico da Figueira da Foz, aceitasse uma simples posição de ajudante num espectáculo de Ilusionismo. No entanto, não me "caíram os parentes na lama" por fazê-lo e proporcionei a mim mesmo, numa fase inicial da minha carreira, a possibilidade de obter um conjunto de valiosos ensinamentos que, de outra maneira, demoraria vários anos a conseguir.

Entre os diversos quadros do espectáculo nos quais participei, destaco "O Boudoir Feminino" que viria, anos mais tarde a servir de inspiração para o número final da rotina com a qual o grupo DESERTO & COMPANHIA viria a conquistar um 3º lugar no ESTORILMÁGICO CASCAIS 97. É precisamente desse quadro a fotografia seguinte.



Também um outro quadro ("Histórias por Frankenstein") me merece destaque pois serviu de base para o desenvolvimento da rotina "A Decapitação" do grupo SKORPIUS.

Além do tempo de ensaios e actuações no espectáculo MAGICARAMA, passei muitas horas em conversas com CALVERT no seu iate (atracado na Ribeira do Porto), nas quais tentei absorver o maior número possível de ensinamentos do showman americano. Dele guardo carinhosamente uma gigantesca brochura de promoção artística (com dedicatória) e a fotografia (também com dedicatória) que, seguidamente, reproduzo.



Uma gravação do espectáculo MAGICARAMA efectuada 10 anos mais tarde (quando Calvert já tinha 84 anos de idade) pode ser vista aqui:


E, porque o ano de 1975 é fértil em recordações, tal como prometido, haverá um terceiro post. Será publicado amanhã.


sábado, 5 de fevereiro de 2022

1975 - ANO TRÊS (Parte 1)

 


3º FESTIVAL MÁGICO DA FIGUEIRA DA FOZ... E NÃO SÓ

Depois do intervalo de 7 anos que existiu entre os dois primeiros festivais da Figueira da Foz, era consensual que, em Portugal, a Magia necessitava do contributo de um festival que se realizasse com uma certa periodicidade, sendo, na altura, considerado que o intervalo de dois anos era o tempo adequado para permitir, aos ilusionistas que pretendessem concorrer, fazer a alteração e o melhoramento das respectivas rotinas ou mesmo criar novas rotinas de raíz.

Por isso, em 1975, surgiu a 3ª edição do Festival Mágico da Figueira, com uma Comissão Organizadora encabeçada por Fausto Caniceiro da Costa e integrada por SAIUR (Delegado do Sul) e JOFERK (Delegado do Norte). Por ocasião deste festival, o Clube Ilusionista Fenianos do Porto decidiu publicar um número especial da revista MAGIA como saudação ao seu promotor (Fausto Caniceiro da Costa) e aos confrades presentes oriundos de outros locais de Portugal. Nessa revista colaborei com o meu primeiro texto original de ilusionismo (Um "gag" cartomágico) e uma tradução (Manifesto do "Comité da Defesa do Ilusionismo" que havia sido distribuído em 1973 na FISM de Paris).

Um dos convidados deste festival foi JUAN TAMARIZ e, novamente, me pude deliciar com tão criativo intérprete da nossa Arte. Uma iniciativa louvável da organização foi a publicação (com distribuição aos participantes) do livrinho "Os Ilusionistas e a sua Ética" da autoria de JÓNIO. E como seria importante que os jovens mágicos dos nossos dias lessem com atenção tal livrinho.

Nesta edição do festival apresentei-me a concurso nas disciplinas de Manipulação e Cartomagia. A minha prestação foi, naturalmente, bem diferente da que tivera dois anos antes, o que veio a reflectir-se nos dois prémios conquistados: 1º lugar em Manipulação e 2º lugar em Cartomagia. E quem venceu a categoria de Cartomagia foi precisamente o primeiro mágico a mostrar-me (em 1972) o que era BOA cartomagia: JOFERK. Por isso, para mim, o 2º lugar valeu como um primeiro.



Em virtude de ter vencido na categoria de Manipulação, integrei o espectáculo de gala do dia 9 de Junho.

E, pela mesma razão, viria a ser, mais tarde, contratado para actuar no Grande Casino Peninsular.


Entretanto, o Casino de Espinho decidiu, nos inícios do mês de Agosto, organizar um festival de ilusionismo. Foi o 1º FESTIVAL MÁGICO DA COSTA VERDE, o qual não teve continuidade em anos futuros como, inicialmente, tinha sido alvitrado. Neste festival todos os 18 concorrentes foram classificados no âmbito da modalidade Magia Geral e eu obtive o 3º lugar. Viria a ser contratado para integrar o show do Grande Casino de Espinho durante a primeira quinzena do mês de Dezembro.

O ano de 1975 é fértil em memórias. Por isso haverá mais dois posts sobre o mesmo. O próximo é já amanhã.