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sábado, 25 de junho de 2022

1995 - ANO VINTE E TRÊS (Parte 1)


FESTIVAIS, ENCONTROS e CONVENÇÃO

No início de Fevereiro participei no habitual Festival S. João Bosco organizado pelo CIF como actuante na Gala de Close-up (na qual tive a companhia do HELDER) e como conferencista. A conferência, que denominei "A LÓGICA MÁGICA", deu lugar à publicação das correspondentes notas de conferência.

Esta foi uma publicação autónoma que marcou o início de uma fase pessoal de produção literária bastante regular, pois, tendo o CIF retomado, em Janeiro, a publicação da sua FOLHA MÁGICA, passei a escrever, mensalmente, para a mesma, artigos técnicos, reportagens e artigos de opinião. Entre as diversas colaborações que escrevi ao longo do ano destaco o artigo "Rotina Chop Cup de Paul Daniels"(publicado na edição de Junho) e o longo artigo "Falando de... Cartas de Jogar" (que foi dividido em três partes publicadas nas edições de Julho, Agosto e Setembro)

Entre 3 e 5 de Março, participei nos ENCONTROS MÁGICOS DE SINTRA e a reportagem que escrevi pode ser lida na FOLHA MÁGICA do CIF de Março de 1995. Destaco a presença, nos encontros deste ano, de três espanhóis: ANTÓNIO FERRAGUT, MIGUEL GÓMEZ e ARMANDO GÓMEZ. 

No final de Maio teve lugar a CONVENÇÃO API (que integrou o VIII FESTIVAL INTERNACIONAL DE ILUSIONISMO DA AMADORA), na qual estive como convidado, actuando na Gala de Close-up, onde partilhei "palco" com o HELDER. Os convidados MIGUEL GÓMEZ, OTTO WESSELEY, JAMES DIMMARE e THE PENDRAGONS fizeram as delícias da audiência.

No início de Outubro aconteceu mais um MAGICVALONGO, ao qual assisti tendo o HELDER sido convidado. Os convidados ROCCO, ENRIC MAGOO, CH'APEAU e TONY CACHADIÑA merecem destaque como actuantes. As conferências de TONY CACHADIÑA e ROCCO foram muito interessantes. Nesta última prestei a minha desinteressada colaboração como tradutor.

E para culminar um ano repleto de bons eventos mágicos tivemos, no início de Novembro o ESTORILMÁGICO-CASCAIS 95 que verdadeiramente "arrasou a concorrência" com um lote de convidados que incluiu ISORA y GAVILONGO, ALPHA, VICTOR VOITKO, NETCHEPORENKO, JORGOS, JOAQUIN AYALA & LILIA, JOHN BANNON, ROBERTO GIOBBI e ROGER KLAUSE. As conferências destes três últimos foram excelentes e, a partir daqui, passei a dar mais atenção às criações mágicas de JOHN BANNON. Neste evento estive como concorrente em Magia de Close-up, não obtendo prémio. Por seu turno o HELDER obteve o 1º Prémio na categoria de Magia Juvenil.

Amanhã haverá novo post com memórias deste ano.


sábado, 16 de abril de 2022

1985 - ANO TREZE (Parte 1)

 


A FISM... AQUI TÃO PERTO!

O ano de 1985 propiciou-me uma FISM em Madrid, que, na época, pensei ser a mais próxima de casa a que, alguma vez, teria possibilidade de assistir, pois estava a léguas de imaginar que ainda iria poder assistir a uma FISM no nosso país. Naturalmente que a proximidade do local da FISM relativamente a Portugal, permitiu que o contingente português fosse mais numeroso do que o habitual.

Nas galas de palco tive oportunidade de assistir a excelentes actuações de FINN JON, THE PENDRAGONS, VITO LUPO, GAETAN BLOOM, ARSÈNE LUPIN, PETRICK AND MIA, MARK METRAL (excelente ventríloquo), JEFF McBRIDE e OTTO WESSELY. Para quem não conhece o género de magia praticado por OTTO WESSELY aqui deixo um exemplo:

Para a sua entrada em palco OTTO WESSELY gizou um excelente gag, o qual só é possível ser criado num grande congresso mágico como a FISM. Ao ser anunciado o seu nome, entraram em palco dois mágicos  (RICHARD ROSS e LANCE BURTON) que já haviam obtido o Grande Prémio FISM estendendo uma passadeira de pétalas de rosa para a entrada do "Artista". E quando toda a gente ria a bom rir, pensando que o gag era só isto, eis que entrou DAI VERNON a prestar idêntica homenagem ao "Artista". Para mágicos foi um momento único e inesquecível.

Para mim também foi "inesquecível" a actuação de BOB BROWN AND BRENDA. Desta vez não apresentaram a excelente levitação que já havia apreciado numa anterior FISM, mas sim uma sequência de truques clássicos sem ponta de originalidade, levando-me a pensar que, se aquele acto fosse apresentado em concurso, provavelmente seria classificado como "below FISM level". Também me ficou na memória, por maus motivos, a actuação de FLIP, artista que já apreciara na FISM de Paris. Só que, desta vez, FLIP esteve lento e sem ritmo, o que redundou numa intervenção que merece o qualificativo de... "muito chata".

A Gala de Close-up  deu uma imagem da força daquele género de Magia em Espanha ao apresentar ARTURO DE ASCANIO, JUAN TAMARIZ, CAMILO VASQUEZ e PEPE CARROL. Irrepetível.

As conferências de MAX MAVEN, MAGIC CHRISTIAN, MICHAEL AMMAR,  PETRICK AND MIA e TOMMY WONDER foram aquelas em que mais ensinamentos novos consegui colher. As notas de conferência de TOMMY WONDER foram um verdadeiro hino à forma de orientar os mágicos no caminho certo. Apesar de ter apresentado e explicado algumas das suas criações mágicas, TOMMY WONDER quis deixar a mensagem sobre a necessidade de ler (bons) livros. Por isso as notas de conferência eram uma simples folha de papel vermelho em que referia os livros onde aprendera tudo o que sabia. Essa simples folha vermelha custava  1500 pesetas e quem a adquirisse teria direito à oferta de um pequeno opúsculo, onde estavam explicados todos os truques que havia demonstrado.

Relativamente aos concorrentes de palco, fiquei muito bem impressionado com as actuações de MAHKA TENDO, DAVIDO, SELIM, SCOTT CERVINE (que, na altura, me pareceu merecer mais do que o 3º lugar em Magia Geral que lhe foi outorgado) e JAVIER AND ANA (que obtiveram o Grande Prémio e cuja rotina pode ser apreciada mais abaixo). Em palco também pude apreciar a actuação de um português: SERIP. Nos concursos de mesa saliento as intervenções de FERNANDO KEOPS, MICHAEL WEBER, JOHN CORNELIUS e PAUL GERTNER.

Quem consultar o programa desta FISM, verá que o meu nome consta na lista de concorrentes na disciplina de Cartomagia. Na realidade, inscrevi-me para participar em tal concurso, mas uma arreliadora lesão num dedo da mão direita criou atrasos na preparação e treino da rotina que estava a preparar. Por tal motivo comuniquei à organização a minha desistência do concurso, mas, pelos vistos, tal comunicação não foi suficientemente atempada.

Claro que uma FISM realizada em Espanha teria que incluir, no seu programa social, uma tourada... E incluiu! Não foi propriamente uma tourada, mas sim uma garraiada onde alguns espontâneos puderam dar asas ao seu espírito corajoso e enfrentar os novilhos para gáudio dos restantes congressistas presentes nas bancadas. Depois da garraiada seguiu-se uma visita a Aranjuez. Mais tarde voltou-se à Praça de Touros, agora transformada em "Salão de Banquete", para um agradável jantar complementado com o indispensável show de flamenco.

E como há mais memórias deste ano, amanhã haverá novo post.