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domingo, 14 de agosto de 2022

2002 - ANO TRINTA (Parte 2)

 


EVENTOS MÁGICOS

No início de Junho participei, de novo, nos "Encuentros La Barranca". E, neste ano, além das habituais participações nos trabalhos, também actuei no "espectáculo formal" La Regala.

Em meados de Junho participei na CONVENÇÃO API (1º Festival de Magia de Oeiras), que me proporcionou assistir a duas boas conferências: RAFAEL BENATAR e JUAN MAYORAL. Além das actuações destes mesmos artistas nas respectivas galas também merece realce a actuação de VIKTOR VOIKTO.

Ultrapassada a polémica referida no post anterior, pude então assistir, no final de Setembro, ao MAGICVALONGO. As actuações de PETER MARVEY e AMOS LEVKOVITCH, em palco, e as actuações de BORIS WILD, DIDIER LADANE e CARLOS VAQUERA, em close-up, merecem o meu destaque. A par das conferências dos quatro últimos artistas citados, também a conferência de BODIE BLAKE foi muito interessante.

E, logo na semana seguinte, participei no XXV Congreso Mágico Nacional de Espanha, realizado en San Sebastián, o qual me proporcionou um excelente leque de artistas. MAX MAVEN, SYLVESTER THE JESTER, MIGUEL GÓMEZ, AURELIO PAVIATO, GREAT TOMSONI (uma actuação pode ser vista aqui), JUAN TAMARIZ, JEROME MURAT (uma actuação pode ser vista aqui) e JOAQUIN AYALA merecem o meu destaque. Mas naturalmente que, para mim, a memória mais relevante deste congresso espanhol foi o facto do HELDER ter concorrido na modalidade de Cartomagia e ter obtido o 2º Prémio. Era a subida de mais um degrau, depois do 3º Prémio obtido em 2001.

Também me parece adequado registar aqui a visita que, aproveitando umas vacances (entenda-se "férias passadas em França"), fiz à MAISON DE LA MAGIE, existente em Blois, terra natal de ROBERT-HOUDIN. É uma visita que se recomenda e, para abrir o "apetite", podem visitar o respectivo website.


O PRIMEIRO FORUM PORTUGUÊS DE ILUSIONISMO

Em Agosto de 2002, fruto da carolice do jovem mágico madeirense MIGUEL DIAS, foi colocado online o primeiro fórum português dedicado à Arte Mágica no qual me inscrevi em 1 de Setembro, mantendo nele uma participação activa. Naturalmente que o timing do lançamento deste fórum levou a que viesse a ter um forte impacto na denúncia e discussão pública da recusa de certas inscrições por parte da organização do MAGICVALONGO.

E se, por um lado, a maioria dos nicknames registados no fórum eram facilmente identificáveis como membros da comunidade mágica portuguesa, por outro lado, apareceram alguns"meninos" cuja cobardia os levou a escolher nicknames que lhes permitisse manter o anonimato. Estou a lembrar-me, por exemplo, do "maraugo" e do "antivírus", cujas participações no fórum tinham, claramente, o objectivo de criar confusão.

Além das diversas colaborações escritas no fórum refiro a colaboração (em inglês) na revista HALF-BAKED nº 8, publicada em Abril. Fruto dessa colaboração o meu nome vem referido aqui. Igualmente em inglês foi a minha colaboração na secção IN THE TRENCHES (de Paul Green) publicada na revista THE MAGIC MENU (Issue 63 - Summer 2002).


"CON LA MAGIA SE LIGA"

Este foi o título que encimou a entrevista feita aos 4 DE PAU e apresentada na edição de 14 de Abril de 2002 por um jornal espanhol a propósito da respectiva participação na Trobada Internacional de Mags (Almussafes).


NOTAS DE RODAPÉ

Nota de sinal + : O 2º lugar do HELDER no Congreso Mágico de San Sebastián.
Nota de sinal + : A visita à MAISON DE LA MAGIE.
Nota de sinal - : As mentiras que me envolveram numa polémica.

sábado, 16 de julho de 2022

1998 - ANO VINTE E SEIS

 


MAGIAS À MEIA-NOITE

Este foi o título de uma série de actuações iniciadas à meia-noite (que surpresa...) no Café Concerto do Teatro Rivoli e que integraram a programação do FANTASPORTO em 18, 22 e 26 de Fevereiro deste ano. Além de mim também actuaram MANOLO, HELDER e RICARDO. 

Durante o FANTASPORTO, o espaço de Café Concerto funcionava como ponto de convívio dos participantes no Festival, após o final das projecções dos filmes programados. O que ninguém esperava é que pessoas tão envolvidas na chamada "Sétima Arte" não tivessem compreensão e respeito pelo trabalho de artistas cuja Arte não esteja registada num pedaço de celulóide.

E foi isso que aconteceu! Quando os espectáculos começavam, havia pessoas que se mantinham a conversar, de costas viradas para o palco, sem qualquer respeito pelo artista aí presente ou pelos espectadores que queriam seguir atentamente a respectiva actuação. Numa das noites, o alheamento de uma mesa era tão óbvio (direi mesmo, era "provocador") que o MANOLO decidiu que eles tinham que colaborar numa das ilusões e, para tal, atirou algumas cartas gigantes para o centro da mesa... Foi hilariante!

JORNADA MÁGICA DO CMP

No dia 18 de Abril rumei a Mafra para participar na Jornada Mágica do CMP (Clube Mágico Português). Era um evento que se perspectivava muito promissor, pois anunciava três conferências. Infelizmente as expectativas foram completamente defraudadas, pois não houve uma única conferência, além de outras incidências (como, por exemplo, manchar a homenagem a SAIUR) que me levam a considerar este como o pior evento mágico em que, até hoje, participei. A minha apreciação circunstanciada às diversas vicissitudes do evento foi publicada na revista MAGIA (do CIF) de Maio/Junho 1998.


EL PRIMER ENCUENTRO "LA BARRANCA"

Por iniciativa de MIGUEL GÓMEZ e ARMANDO GÓMEZ (e mais alguns mágicos espanhóis), realizou-se o primeiro dos encontros de La Barranca. Num formato semelhante aos "Encontros de Sintra", este encontro realizou-se num hotel das proximidades de Madrid, onde todos os participantes ficavam alojados. A participação não implicava qualquer inscrição (ou seja, não havia nenhum outro custo além dos relativos a viagem e alojamento), mas, para estar presente, era necessário receber o respectivo convite da Comissão Organizadora. Desta forma, tal comissão conseguiu garantir um nível mínimo de conhecimentos mágicos dos participantes (para garantir um andamento fluido dos trabalhos) e limitar o número de participantes de acordo com a capacidade da sala disponível para as reuniões.


Sendo um evento pensado para reunir mágicos espanhóis, foi igualmente aberto à participação de mágicos portugueses. Nesta primeira edição estive presente acompanhado pelo HELDER e pelo RICARDO.


UM SETEMBRO MUITO MÁGICO

Entre 10 e 13 de Setembro estive presente no Congreso Mágico Nacional de Espanha que se realizou em Málaga. Foi o primeiro congresso espanhol a que assisti e foi também o primeiro evento mágico fora de Portugal em que o HELDER viu o seu trabalho ser reconhecido. Concorreu na modalidade de Cartomagia e obteve uma "Mencion Honorífica" como dizem "nuestros hermanos". 

Entre os eventos programados destaco as conferências e as actuações de close-up de JOHN CARNEY, ROBERTO GIOBBI e MIGUEL APARÍCIO. Nas actuações de palco o meu destaque vai para VIKTOR VOITKO, JUNGE-JUNGE e PETER MARVEY.

Viria a ter oportunidade de rever estes dois últimos artistas, passadas duas semanas, no MAGICVALONGO. Deste evento também relembro a actuação, no Concurso de Mesa, do MICHAEL em que o prato principal foram... os amendoins! Acho que, durante mais de quinze dias, o HELDER ainda tinha o gosto das cascas de amendoim na boca... É no que dá ser escolhido como "espectador voluntário" e não querer estragar o truque ao amigo mágico.

Por último registo que foi neste ano que "descobri" a magia de SIMON ARONSON, fruto da aquisição dos livros Bound to Please, Simply Simon e The Aronson Aproach.


UM EPISÓDIO CURIOSO

Em 10 de Novembro, o JN deu o destaque que a imagem reproduzida documenta ao facto de CHARLES BROOK ter arrebatado o prestigiado "Trophy John Hart" com que o famoso "Magic Circle" contempla o melhor entre os melhores nesta competição (sic). Ora a notícia transmitiu uma versão errada da situação pois o prémio obtido por CHARLES BROOK não foi numa competição do "famoso Magic Circle", mas sim dum clube mágico muito menos famoso: o Home Counties Magical Society. E o facto do presidente do Magic Circle, Michael Bailey, ter estado presente no evento e ter sido convidado a entregar o prémio não deveria ser usado para misturar alhos com bugalhos. O que é mesmo lamentável é que CHARLES BROOK não tenha aproveitado a reunião do CIF em que este assunto foi abordado para repor a verdade dos factos, alimentando, portanto, a mentira de ter obtido um prémio do Magic Circle

Este assunto proporcionou-me um reflexão da qual resultou um texto que foi publicado na revista MAGIA (CIF) de Janeiro/Junho 1999 e que está reproduzido aqui.

NOTAS DE RODAPÉ

Nota de sinal + : O encontro La Barranca.
Nota de sinal + : O primeiro reconhecimento do HELDER "fora de portas".
Nota de sinal - : A Jornada Mágica do CMP.
Nota de sinal - : O alimentar da mentira no seio de um clube mágico.

sábado, 9 de julho de 2022

1997 - ANO VINTE E CINCO (Parte 1)

 


DESERTO E COMPANHIA

Nas comemoração a S. João Bosco do CIF, actuei na Gala de Close-Up e na Gala de Palco. Nesta, além de ter o papel de apresentador da mesma, encarnei uma personagem (RUIZ DE CACOS) num sketch humorístico que teve como contexto uma hipotética ligação televisiva directa aos "Estúdios da Virgem do Monte" e ao programa que o mágico RUIZ DE CACOS aí estava a gravar. Em tal programa não faltou a presença de uma figura pública convidada (LUÍS MANUEL TROUXA encarnado por MANOLO), a quem o mágico cortou a gravata. 

Tal como no final do mesmo eu referi, este sketch só foi possível ser realizado devido à existência de um mágico muito conhecido do grande público (LUÍS DE MATOS), pois, até então, este género de charge a uma figura pública, só era possível realizar mimando situações relativas a figuras pública de outras áreas artísticas.

Foi o "sucesso" desta apresentação que nos levou (a mim e ao MANOLO) a desenvolver o conceito e a criar a rotina do grupo DESERTO E COMPANHIA. Com tal rotina concorremos, em Magia de Palco, no Estorilmágico Carcais 97 e obtivemos o 3º Prémio. A opinião corrente foi de que merecíamos o 2º Prémio, mas o jovem inglês que o obteve era aluno de RON MacMILLAN, que integrava o júri.

Embora estivesse nesse evento (realizado no início de Novembro) com a preocupação de concorrer em palco (com uma rotina que envolvia a coordenação de oito pessoas), ainda consegui desfrutar de bons momentos como espectador com as actuações, em palco, de PETER MARVEY, JUNGE JUNGE, DANI LARY e LUÍS BOYANO. Na Gala de Close-up, em que também actuou o HELDER, destaco as intervenções de EUGENE BURGER e JUAN TAMARIZ. As conferências foram todas interessantes, mas DARWIN ORTIZ deixou-me com um sabor agridoce, pois nem sempre conseguiu pôr em boa prática as excelentes noções teóricas que transmitiu.



O MÁGICO, ENCONTROS DE SINTRA e "BRAVO, BRAVÍSSIMO"

Em Março deste ano terminou a minha colaboração regular na revista "O Mágico". Tal ficou a dever-se à demissão do respectivo Conselho Editorial, conforme expressei no artigo "Em jeito de despedida". Os mágicos portugueses que possuem (ou que leram) a colecção completa de tal revista podem achar estranho que, tendo eu sido colaborador da mesma, nunca tenha havido a inclusão, na revista, de um "DOSSIER JOMAGUY". Tal aconteceu por minha expressa vontade, pois declinei o convite que, para tal, me foi enviado pelo MAIK MAGIC através de carta datada de 13 de Novembro de 1997.

Entre 4 e 6 de Abril, participei nos Encontros Mágicos de Sintra, no qual o tema Wild Card foi rei e senhor. Isso e a polivalência de "um gajo que eu cá sei" a reorganizar mesas em restaurantes. Após o regresso a casa tomei conhecimento de uma coincidência pouco feliz. O último dia dos Encontros de Sintra deste ano também tinha sido o último dia de vida de ARTURO DE ASCANIO, que havia falecido na sua casa de Madrid com cartas de jogar na mão, enquanto demonstrava, a amigos, algunos de sus juegos. Sobre este assunto escrevi um artigo na revista MAGIA (CIF) de Março/Abril 1997, o qual está reproduzido aqui.

Também foi em Abril que HELDER participou no programa televisivo "Bravo, Bravíssimo".


CONVENÇÃO API - 97

Decorreu entre 18 e 20  de Abril e nela destaco, nas galas, as prestações de JAY SCOTT BERRY, VLADIMIR DANILIN, CLEMENS VALENTINO e PIERRE EDERNAC. A conferência de JAY SCOTT BERRY, sendo muito interessante em si mesma, teve o senão de ser, praticamente, a repetição da conferência que, dois meses antes, apresentara no CIF. Por seu turno a conferência de PIERRE EDERNAC pareceu-me desorganizada. Há, no entanto, que destacar a conferência de TONY KLAUF que complementou a a exposição existente e apresentou a monografia "Bibliografia Portuguesa de Ilusionismo até ao séc. XIX".



O TRUQUE DO CARRO CORTADO AO MEIO

Foi em Junho que RICARDO PEREIRA realizou com sucesso o grande truque da sua vida: escapar incólume de um acidente de viação que mereceu destaque na capa da edição do JN de 15 de Junho de 1997.


MAGICVALONGO

Neste evento, destaco as conferências de PEDRO LACERDA, CAMILO VASQUEZ e MARKO. Aliás MARKO foi uma excelente surpresa enquanto actuante, pois, apresentando truques clássicos bastante conhecidos conseguiu dar aquela volta que os tornou "novidades" muito interessantes. Também relembro a actuação de ZONGO (um mágico espanhol da "velha guarda") e as suas "bandas afegãs".

Amanhã haverá novo post, no qual lembrarei a FISM de Dresden e não só.


O "VEDETISMO" DE UM ARTISTA VERSUS A "SIMPLICIDADE" DE OUTRO

Sob o título "ILUSÕES, MAIS TARDE" foram integradas no PO.N.T.I. (Porto Natal Teatro Internacional) quatro espectáculos mágicos, com artistas estrangeiros que foram "trazidos" até ao Porto por LUÍS DE MATOS. Lembro-me concretamente da presença de DAVID WILLIAMSON no espectáculo que decorreu, em 13 de Dezembro, no Café Concerto do Teatro Rivoli. No final do mesmo, DAVID WILLIAMSON foi até à mesa onde eu estava com o MANOLO e o HELDER e estivemos a conversar durante um bom bocado. Ora, como os bastidores do Café Concerto do Teatro Rivoli não tinham saída directa para o exterior, o LUÍS DE MATOS ficou retido, durante todo esse tempo, no backstage por, nitidamente, não querer juntar-se à "plebe mágica portuguesa" presente. Foi hilariante!


domingo, 19 de junho de 2022

1994 - ANO VINTE E DOIS (Parte 2)

 

EVENTOS DE MÁGICOS

O primeiro evento em que participei foi nas JORNADAS MÁGICAS DE SINTRA. Creio mesmo que foi a primeira vez que tal aconteceu. O formato deste tipo de encontros pode considerar-se baseado nas Jornadas Mágicas do Escorial e funciona como reunião informal de trabalho sobre temas mágicos específicos. Os mágicos participantes estão reunidos num mesmo hotel (onde, em sala própria, acontecem as reuniões de trabalho) e, portanto, quando todos estão interessados em trabalhar os temas escolhidos, a produtividade é grande. 

O segundo dos eventos deste ano em que participei foi o 1º CONCURSO DO CLUBE MÁGICO PORTUGUÊS. Realizou-se entre 11 e 13 de Março e nele estive na dupla qualidade de jurado e mágico atuante na Gala de Palco. A minha participação num júri de concursos de Magia nunca havia acontecido antes e foi uma experiência que me permitiu perceber a real dificuldade de fazer, como jurado, um trabalho isento de críticas.

Apraz-me registar que este júri teve a excelente ideia de tornar públicas as pontuações que cada um dos seus membros tinha atribuído aos diversos concorrentes. Evitou-se assim o usual "diz-se, diz-se" de bastidores em que alguns concorrentes mostravam ter tido acesso às pontuações atribuídas por alguns jurados pela "porta do cavalo". 

Sucedeu até uma situação que acho interessante relatar. Para a entender convém esclarecer que, segundo o regulamento, relativamente a cada um dos concorrentes, seria considerada como classificação a soma das pontuações de quatro dos seis jurados existentes, não sendo tidas como parcelas de tal adição as pontuações mais alta e mais baixa atribuídas a esse concorrente.

Ora o DAMIÃO (que foi um justo vencedor do concurso e que, com isso, teve direito ao "passaporte económico" para se deslocar à FISM no Japão), após a saída dos resultados, verificou que a pontuação que eu lhe atribuíra não fora considerada na obtenção da sua classificação por ser a mais baixa de todos os jurados e veio, educadamente, perguntar-me porque razão era essa a minha opinião. Foi fácil esclarecê-lo, pois, ele tinha sido o concorrente a quem eu, entre todos, tinha atribuído a maior pontuação. Portanto tratava-se dum facto simples: a minha "bitola" de apreciação era mais apertada do que a usada pelos restantes jurados.

Seguiu-se, em Maio, a CONVENÇÃO API-94 / VII FESTIVAL DE MAGIA DA AMADORA, que nos proporcionou as excelentes actuações de TOM VOSS, MAGIC CHRISTIAN, THE GREAT TOMSONI & Cia e ROVI. Estes três últimos artistas também deslumbraram com as suas actuações na Gala de Close-up e com as suas conferências. Artistas que proporcionam a uma organização três intervenções distintas e todas com elevada qualidade são "dádivas do céu" para qualquer organização.

No final de Outubro realizou-se o MAGICVALONGO, onde se destacaram as actuações de PETER MARVEY e TINA LENNERT. Também recordo o impacto que teve a "condução com os olhos vendados" apresentada por MAURY. Eu estive presente na qualidade de concorrente em Magia de Mesa e obtive o 3º Prémio. O HELDER acompanhou-me como concorrente (também em Magia de Mesa) e foi-lhe atribuído o Prémio Revelação.

As férias foram, uma vez mais, "férias marítimas" com actuações a bordo do navio FUNCHAL.

NOTAS DE RODAPÉ

Nota de sinal + : O espectáculo de DAVID COPPERFIELD.
Nota de sinal + : A experiência de ser jurado num concurso.
Nota de sinal - : O (não) "andar sobre as águas" de LUÍS RODRIGUES

sábado, 11 de junho de 2022

1993 - ANO VINTE E UM


CONVENÇÃO API, MAGICVALONGO, ETC.

A Convenção API-93 foi organizada, em finais de Maio, em parceria com a Câmara Municipal da Amadora, decidida a manter e, quiçá, fazer crescer o seu Festival Internacional de Magia. Por isso não é de estranhar que esta convenção tenha tido orçamento para contratar a vinda de PATRICK DROUDE (França), LIVINGART MAGIC THEATER (Suíça) e MAGIC THEATER OF CAGLIOSTRO (Ucrânia), que proporcionaram fantásticos e inolvidáveis momentos de ilusão.  Foi igualmente excelente a conferência de CHRISTOPH BORER (membro do Livingart Magic Theater).

Foi fácil perceber que o IV CONGRESSO PORTUGUÊS DE ILUSIONISMO, que iria decorrer , na Figueira da Foz, no início de Outubro, iria ser o último dos "Festivais da Figueira". E foi!

Na realidade, não havendo uma aposta clara das entidades oficiais da Figueira da Foz no apoio ao "seu" Festival Internacional de Magia, o resultado só poderia ser realizar um Congresso Nacional que ficaria sempre, no que se refere à qualidade artística dos convidados, uns largos furos abaixo de um festival organizado nos arredores de Lisboa.

Mesmo assim, o último congresso mágico figueirense, ainda teve a capacidade de nos proporcionar a presença de PATRICK PAGE e PETER MARVEY. Nada mau.

Antes da Convenção API tivemos o MAGICVALONGO que nos proporcionou excelente momentos, nomeadamente com os convidados TOPAS (uma actuação pode ser vista aqui) e JUAN MAYORAL.

Além destas viagens, mais ou menos curtas, o ilusionismo proporcionou-me um viagem bem mais longa. Foi a bordo do paquete FUNCHAL, pois fui novamente requisitado para integrar o respectivo staff de animação.


Este ano marca o início da publicação da REVISTA DO CLUBE MÁGICO PORTUGUÊS, impressa em papel de excelente qualidade, o que não admirou pois MAIK MAGIC era proprietário de uma empresa gráfica.

NOTAS DE RODAPÉ

Nota de sinal + : O arranque da Revista do CMP
Nota de sinal - : O fim dos Festivais da Figueira.